PF fecha 1.176 empresas clandestinas de segurança privada em sete anos

Operação Segurança Legal, iniciada em 2017, já fiscalizou mais de 3,3 mil companhias; novo estatuto endurece regras e criminaliza atuação irregular.

Polícia Federal fechou 1.176 empresas clandestinas de segurança privada entre 2017 e 2024. Operação Segurança Legal expôs riscos à população e ganhou reforço com novo estatuto que criminaliza atuação irregular.

Imagem: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Em apenas sete anos, a Polícia Federal (PF) determinou o fechamento de ao menos 1.176 empresas clandestinas de segurança privada em todo o país. As ações resultaram também em 26 prisões em flagrante e na apreensão de 46 armas de diferentes calibres.

Os dados, obtidos pela Agência Brasil, correspondem às fiscalizações realizadas no âmbito da Operação Segurança Legal, deflagrada em oito edições entre 2017 e 2024. Nesse período, foram vistoriadas 3.358 empresas de segurança privada, das quais cerca de 35% não tinham autorização para funcionar.

A PF destacou que os números poderiam ser ainda maiores, já que a operação não ocorreu em 2020 devido à pandemia de Covid-19. Em 2019, a fiscalização foi intensificada com duas fases da operação.

Impacto do novo estatuto

Para o vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), o advogado Ivan Hermano Filho, os dados refletem uma realidade observada em todo o país. Ele explica que, entre as empresas fechadas, há desde grupos com vários funcionários e equipamentos até pessoas que atuavam sozinhas em estabelecimentos como farmácias e supermercados.

Segundo Hermano, a situação mudou após a sanção do Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras, em setembro de 2024, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A nova lei amplia a definição de atividades consideradas como segurança privada e exige autorização da PF para todas elas.

“Até então, muitas empresas recorriam à Justiça alegando que não se tratavam de companhias de segurança e conseguiam liminares para continuar funcionando. Agora, com o estatuto, a PF tem um embasamento legal muito mais claro para agir com rigor”, afirmou Hermano.

O estatuto também prevê multas para empresas clandestinas e para quem contrata seus serviços, além de criminalizar a atuação armada irregular. Um exemplo citado pelo advogado é o de policiais que utilizam armas funcionais para trabalhar como seguranças particulares — prática que agora é tipificada como crime.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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