PF desmantela megaesquema de lavagem de R$ 23 bi ligado a postos de combustíveis

Operações Quasar e Tank cumprem 26 mandados de prisão e bloqueiam R$ 2,2 bilhões; grupo criminoso atuava com fraudes fiscais e adulteração de gasolina.

A Polícia Federal deflagrou as operações Quasar e Tank para desarticular uma das maiores redes de lavagem de dinheiro do país, com movimentação ilícita de R$ 23 bilhões. Foram cumpridos mandados em SP, PR e RJ, com bloqueio de bens superiores a R$ 2,2 bilhões e investigação de fraudes em postos de combustível.

(Divulgação • MPSP)

A Polícia Federal (PF), em conjunto com a Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira (28) duas operações de grande porte, Quasar e Tank, para combater organizações criminosas que atuam no setor de combustíveis. As investigações revelaram um esquema complexo que movimentou mais de R$ 23 bilhões por meio de centenas de empresas de fachada.

Na Operação Quasar, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo (capital, Campinas e Ribeirão Preto). A Justiça Federal autorizou o sequestro de fundos de investimento e o bloqueio de bens no valor de R$ 1,2 bilhão. O esquemo usava transações simuladas entre empresas do mesmo grupo para lavar dinheiro e ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas.

Já a Operação Tank teve como alvo uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no Paraná. Com atuação desde 2019, o grupo é suspeito de ter lavado pelo menos R$ 600 milhões usando depósitos fracionados, “laranjas” e fraudes contábeis. Foram cumpridos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão no PR, SP e RJ, com bloqueio de bens superior a R$ 1 bilhão.

Além dos crimes financeiros, as investigações apontaram fraudes na comercialização de combustíveis, incluindo adulteração de gasolina e a prática da “bomba baixa”. Pelo menos 46 postos em Curitiba estavam envolvidos nesses crimes contra o consumidor.

As operações evidenciam a sofisticação e o alto poder de corrosão econômica desses grupos criminosos, que utilizavam instituições de pagamento autorizadas pelo Banco Central para dar aparência de legalidade às operações ilícitas.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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