Petroleiros defendem participação social nas decisões sobre energia no Brasil

Plataforma reúne 50 propostas para o período de 2027 a 2031 e aborda petróleo, combustíveis, minerais estratégicos e transição energética.

FUP apresenta 50 propostas para a política energética brasileira entre 2027 e 2031, com foco em participação social, Petrobras e transição energética.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

A ampliação da participação da sociedade nas decisões relacionadas aos recursos energéticos está entre as principais propostas apresentadas por entidades que representam trabalhadores do setor de petróleo e gás.

As sugestões fazem parte da “Plataforma de Políticas Públicas Setoriais 2027-2031”, lançada nesta terça-feira (11) pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis.

O documento reúne 50 propostas distribuídas em quatro eixos e foi elaborado com o objetivo de contribuir para as discussões sobre a política energética brasileira nos próximos anos. Entre os pontos defendidos está a utilização dos recursos naturais de forma a ampliar os benefícios para a população e reduzir desigualdades.

As entidades propõem medidas voltadas ao enfrentamento da chamada pobreza energética e defendem mecanismos que permitam ampliar a distribuição da riqueza produzida pelas atividades relacionadas ao setor. A participação social nas decisões sobre exploração e utilização dos recursos também é apontada como uma das prioridades.

De acordo com a coordenadora-geral da FUP, Cibele Vieira, a sociedade deve ter maior espaço nas discussões sobre as políticas de petróleo e gás. A entidade também defende que parte dos recursos gerados pelo setor tenha destinação social definida e que a expansão da indústria energética esteja articulada a uma estratégia de desenvolvimento industrial.

Minerais estratégicos

A exploração de terras raras e outros minerais considerados críticos também aparece entre os temas abordados pela plataforma. A FUP defende que esses recursos sejam utilizados para estimular o desenvolvimento econômico e tecnológico brasileiro, sem contribuir para o aumento da concentração de renda.

Segundo a proposta, a exploração desses minerais deve considerar o interesse coletivo e buscar garantir que os benefícios associados ao avanço tecnológico sejam distribuídos de maneira mais ampla.

Combustíveis e Petrobras

O documento também apresenta propostas relacionadas à indústria de combustíveis e às regras de produção. Entre as medidas sugeridas está o aperfeiçoamento de mecanismos ligados ao conteúdo local.

Outra iniciativa apresentada é o programa “Combustível Sem Segredo”, que teria como finalidade aumentar a transparência sobre os diferentes fatores que influenciam os preços dos combustíveis pagos pelos consumidores.

A plataforma ainda defende o fortalecimento da Petrobras e uma estratégia de transição energética que considere simultaneamente os impactos ambientais, sociais e econômicos provocados pelas mudanças na matriz energética.

As propostas apresentadas pela FUP e pelo Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis pretendem alimentar o debate sobre os próximos anos da política energética brasileira.

O documento reúne temas relacionados à exploração de recursos naturais, desenvolvimento industrial, preços dos combustíveis, minerais estratégicos, redução das desigualdades e transição energética.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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