Petrobras enfrenta nova pressão ambiental após vazamento na Amazônia

Incidente ocorre meses depois de licença controversa para exploração na Foz do Amazonas

Perfuração da Petrobras na Foz do Amazonas segue suspensa após vazamento de fluido; Ibama e ANP acompanham investigação ambiental.

Reprodução | Agência Brasil

A Petrobras está proibida de retomar as atividades de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas até a conclusão de uma investigação sobre um vazamento de fluido sintético ocorrido no início de janeiro. A área é considerada ambientalmente sensível e voltou ao centro do debate regulatório poucos meses após a estatal obter uma licença considerada controversa para atuar na região.

O vazamento foi identificado no dia 4 de janeiro no poço Morpho, localizado a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em águas profundas. Dois dias depois, a Petrobras informou que o fluido de perfuração havia escapado por linhas auxiliares que ligam a plataforma ao poço, a uma profundidade superior a 2.800 metros. Inicialmente, a empresa estimou o volume vazado em 15 metros cúbicos, mas documentos posteriores apontaram que o total chegou a 18 metros cúbicos.

Diante do episódio, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) determinou, no dia 8 de janeiro, que a Petrobras não poderá retomar a perfuração até apresentar uma avaliação técnica detalhada sobre as causas do vazamento e os possíveis impactos ambientais. A diretriz foi formalizada em documento assinado no dia 7 e condiciona qualquer retomada das operações à análise do incidente.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também acompanha o caso e solicitou laudos laboratoriais para avaliar a biodegradabilidade do fluido utilizado. O episódio reforçou a atenção de órgãos reguladores e de grupos ambientalistas sobre os riscos da exploração de petróleo na região amazônica marítima.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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