Participação feminina em publicações científicas cresce 29% e aproxima igualdade de gênero

Estudo internacional mostra que quase metade dos trabalhos científicos de 2022 teve ao menos uma mulher entre os autores.

Pesquisa revela avanço da presença feminina na ciência, com políticas do CNPq apoiando mães cientistas e programas de incentivo em áreas STEM e empreendedorismo feminino.

Imagem: Reprodução/ Tomaz Silva/Agência Brasil

Um estudo internacional recente apontou que a participação de mulheres em publicações científicas cresceu 29%, indicando que, em 2022, quase metade dos trabalhos publicados no país contou com pelo menos uma autora.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que mudanças no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) foram implementadas para apoiar cientistas que se tornam mães.

Os ajustes incluem prazos e critérios de produtividade adaptados para que a maternidade não prejudique a carreira. “Mudamos a regra do CNPq, porque as cientistas que viram mães acabam tendo impacto dessa condição e o tempo de produtividade daqueles resultados, então alteramos considerando a escolha que essas mulheres fazem”, explicou Santos.

Apesar do crescimento geral, a presença feminina tende a diminuir em níveis mais avançados da carreira científica. Áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) registram aumento, porém em ritmo mais lento nos últimos anos.

Para reverter essa tendência, programas de incentivo específicos estão sendo implementados, incluindo ações em microeletrônica e políticas de apoio a startups voltadas ao empreendedorismo feminino. “Assim fortalecemos a participação das mulheres e damos visibilidade, porque às vezes a visibilidade é que inspira as meninas a percorrerem essas carreiras”, afirmou a ministra.

Especialistas ressaltam que políticas públicas focadas na formação, permanência e valorização das mulheres na ciência são essenciais para reduzir desigualdades, aumentar a diversidade e motivar mais jovens a seguir carreiras científicas.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Sair da versão mobile