Operação da PF aponta ligação entre MC Ryan e esquema bilionário

Influenciadores e operadores financeiros também são citados nas investigações

Investigação cita empresas de entretenimento e criptoativos.

Imagem | Divulgação/Rede sociais

A Polícia Federal apontou que o cantor Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, seria o principal responsável por uma organização criminosa investigada por movimentar valores bilionários por meio de um esquema de lavagem de dinheiro. A apuração faz parte da Operação Narco Fluxo, deflagrada na quarta-feira (15).

Segundo as investigações, empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento teriam sido utilizadas para misturar receitas consideradas legítimas com recursos provenientes de apostas ilegais e rifas digitais. O objetivo seria dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.

Os investigadores também identificaram mecanismos de blindagem patrimonial, incluindo a transferência de participações societárias para familiares e terceiros, prática que pode dificultar a identificação dos reais beneficiários dos valores. Parte dos recursos teria sido convertida em imóveis de alto padrão, veículos de luxo, joias e outros bens.

De acordo com a Polícia Federal, o esquema utilizava estratégias como pulverização de valores por meio da venda de ingressos e produtos digitais, dissimulação financeira com uso de criptoativos e interposição de terceiros, conhecidos como “laranjas”, para ocultar a origem dos recursos.

A investigação também cita a participação de operadores financeiros e de comunicação digital, que teriam auxiliado na divulgação de conteúdos e na promoção de plataformas investigadas por práticas ilegais.

A operação cumpre mandados de prisão temporária e busca e apreensão em diversos estados brasileiros. Também foram determinadas medidas de bloqueio patrimonial e apreensão de bens, com o objetivo de interromper as atividades investigadas e preservar valores que possam ser utilizados em eventual ressarcimento.

As defesas dos citados afirmaram que não tiveram acesso integral ao processo, que tramita sob sigilo, e declararam que as atividades financeiras realizadas possuem origem lícita e foram conduzidas dentro da legalidade

*Da Agência Fonte Exclusiva

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