Minerais críticos e terras raras podem entrar em acordo tarifário com os EUA, diz Haddad

Ministro da Fazenda admite possibilidade de cooperação com os Estados Unidos na produção de baterias e IA; plano de contingência contra tarifaço sai nesta semana

Haddad admite que minerais críticos e terras raras podem entrar em negociações com os EUA. Governo prepara plano contra tarifas e avalia novas exceções, como o setor do café.

Em meio ao impasse um representante da Casa Branca disse que o governo de Donald Trump tem interesse nas terras raras do Brasil (Divulgação)

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (4) que os minerais críticos e as terras raras poderão fazer parte das negociações comerciais com os Estados Unidos. A possibilidade surgiu durante entrevista à BandNews, onde o ministro destacou que os dois países podem assinar um acordo voltado à produção de baterias mais eficientes e tecnologias ligadas à inteligência artificial (IA).

“Temos minerais críticos e terras raras. Os Estados Unidos não são ricos nesses minerais. Podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes”, declarou Haddad.

Entre os minerais críticos citados estão o lítio e o nióbio, fundamentais para o desenvolvimento de baterias elétricas e processadores de IA. Desde maio, o governo brasileiro discute a criação de um novo marco regulatório para inteligência artificial e datacenters.


🛡️ Plano de contingência em resposta ao tarifaço

Diante das novas tarifas impostas pelos EUA durante a gestão Trump e que entram em vigor nesta quarta-feira (6), o governo brasileiro prepara um plano de contingência para proteger os setores mais afetados.

Segundo Haddad, o plano já está pronto e será divulgado até a data-limite. O vice-presidente Geraldo Alckmin também confirmou a conclusão do plano, que deve incluir linhas especiais de crédito e apoio em compras governamentais.


🔁 Negociações seguem e novas exceções podem surgir

Haddad também comentou que outros produtos brasileiros podem ser incluídos na lista de exceções tarifárias dos EUA até o dia 6. Ele destacou que o Brasil continuará nas negociações e que as atuais condições impostas são “inaceitáveis”, mas acredita que ainda há margem para avanços diplomáticos.

“Pode acontecer [a ampliação da lista de exceções], mas não trabalhamos com data fatídica. Não vamos sair da mesa de negociação até que possamos vislumbrar um acordo com interesses em comum. Nesses termos, o Brasil, evidentemente, não vai fazer acordo”, reforçou o ministro.


☕ Setor do café tem chances de isenção

Um dos setores que pode se beneficiar é o café brasileiro. Após reunião com Alckmin, o presidente do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), Marcio Ferreira, afirmou que há 50% de chances de o produto ser retirado da lista de itens com tarifa de 50%.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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