Minas Gerais enfrenta aumento de casos de estupro de vulnerável

Dados do MP mostram que maioria dos crimes ocorre dentro da família.

Mais de 4 mil casos de estupro de vulnerável são registrados em Minas Gerais em 12 meses.

📸 Arquivo/Fonte Exclusiva

Minas Gerais registrou 4.101 casos de estupro de vulnerável entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, segundo levantamento divulgado pelo Ministério Público de Minas Gerais. Os dados revelam um cenário preocupante de violência sexual contra crianças e adolescentes no estado.

As ocorrências envolvem vítimas com menos de 14 anos. Do total de registros, 97,27% dos crimes foram consumados, evidenciando a gravidade dos casos. Em 235 situações, houve gravidez decorrente da violência.

Gravidez e impactos nas vítimas

De acordo com o Ministério Público, os casos de vítimas que engravidaram são analisados individualmente, considerando aspectos legais e de proteção.

A promotora de Justiça Graciele Almeida de Rezende destacou a necessidade de atenção integral às vítimas. Segundo ela, além do trauma do abuso, as crianças e adolescentes enfrentam as consequências físicas e emocionais de uma gestação precoce.

O Ministério Público reforça a importância de garantir atendimento humanizado, com suporte psicológico, social e de saúde.

Crimes ocorrem dentro do convívio das vítimas

O levantamento aponta que 52,8% dos abusos aconteceram dentro do círculo de convivência das vítimas, envolvendo familiares ou pessoas próximas. Esse fator dificulta denúncias e contribui para a subnotificação dos casos.

Ao todo, 611 municípios registraram ocorrências, o que corresponde a 71,6% das cidades mineiras. A região metropolitana de Belo Horizonte concentrou 33,8% dos casos.

A capital lidera o ranking, com 379 registros, seguida por Contagem, Uberaba e Uberlândia.

Prevenção e sinais de alerta

Os dados foram encaminhados às equipes regionais para orientar ações de prevenção e enfrentamento da violência.

Especialistas alertam que mudanças de comportamento podem indicar situações de abuso, como isolamento, medo, queda no rendimento escolar e alterações emocionais.

Em casos de suspeita, a orientação é procurar imediatamente órgãos de proteção, como Conselho Tutelar, polícia ou serviços de saúde.

Desafio para a rede de proteção

O Ministério Público destaca que o enfrentamento desse tipo de crime exige atuação integrada entre diferentes instituições, além de investimentos na qualificação das redes de atendimento.

A proximidade entre vítima e agressor é apontada como um dos principais obstáculos para a denúncia, tornando essencial o fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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