Lula reage à sanções dos EUA: “Interferência na Justiça brasileira é inaceitável”

Presidente defende soberania nacional e presta apoio ao ministro Alexandre de Moraes após medidas unilaterais anunciadas por Washington

Lula articula ação conjunta do Brics contra tarifas de Trump e critica intromissão dos EUA na soberania brasileira. Presidente descarta retaliação imediata.

© Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou uma nota oficial na noite desta quarta-feira (30) rechaçando a ingerência do governo dos Estados Unidos sobre assuntos internos do Brasil. A declaração foi feita após Washington impor sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e anunciar tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, com exceção de quase 700 itens.

Lula destacou que o Brasil é uma nação democrática e autônoma, que preza pelos direitos humanos, pela harmonia entre os Poderes e pela soberania em suas decisões. “Não aceitaremos interferência externa na Justiça do nosso país”, afirmou.

Na manifestação, o presidente expressa solidariedade a Moraes, afirmando que as sanções resultam da atuação de políticos brasileiros que, segundo ele, agem contra os interesses da nação em busca de benefícios próprios. Lula reforça que a independência do Judiciário é pilar essencial da democracia e que decisões judiciais não devem ser alvo de pressões políticas externas.

Ele também lembrou que no Brasil, leis se aplicam a todos, inclusive a empresas e plataformas digitais, sobretudo aquelas que veiculam conteúdos como ódio, racismo, pornografia infantil, ou que atentem contra os direitos humanos e a ordem democrática.

Lula criticou a utilização de justificativas políticas para a nova taxação imposta pelos EUA. Segundo ele, a medida ignora o déficit comercial que o Brasil já mantém com os norte-americanos e fere a soberania nacional. O presidente ainda alertou que esse tipo de ação compromete a relação histórica entre os dois países.

Por fim, o governo brasileiro reiterou sua disposição para negociar aspectos comerciais da relação bilateral, desde que se preserve o direito de utilizar mecanismos legais de defesa econômica, como a Lei de Reciprocidade Comercial. Lula também anunciou que já está em curso um plano de contingência para proteger trabalhadores, empresas e famílias brasileiras dos possíveis impactos da nova taxação.

“Nossa economia está cada vez mais integrada aos mercados internacionais, e não hesitaremos em defender nossos interesses e nossa autonomia”, conclui a nota oficial.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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