Lula pede no G-7 nova mentalidade contra guerra, evita citar Rússia e cutuca FMI

Fala se deu no primeiro discurso do Presidente na cúpula que acontece neste sábado, 20

Lula no G7

Na sessão "Trabalhando Juntos para Enfrentar Múltiplas Crises", em que se sentou entre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, Lula lembrou sua participação no G-7 de 2009. (Foto: Ricardo Stuckert - PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) evitou fazer qualquer menção à Rússia em seu primeiro discurso oficial na cúpula do G-7. Para o enfrentamento das crises mundiais, incluindo a guerra na Ucrânia, o petista defendeu ser preciso derrubar mitos, mudar mentalidades e abandonar “paradigmas que ruíram”.

Citando diretamente a Argentina, Lula ainda pediu que o Fundo Monetário Internacional (FMI) considere as consequências de suas ações.

Em contraste com os países-membros do G-7, notadamente contrária à Rússia, Lula se limitou a falar em “uma guerra no coração da Europa”. A fala se deu minutos após o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski, pousar em Hiroshima para participar do G-7.

Zelenski solicitou uma reunião bilateral com o presidente brasileiro, que diz adotar uma postura de neutralidade na guerra, mas ainda não recebeu qualquer retorno.

“O mundo hoje vive a sobreposição de múltiplas crises: pandemia da covid-19, mudança do clima, tensões geopolíticas, uma guerra no coração da Europa, pressões sobre a segurança alimentar e energética e ameaças à democracia. Para enfrentar essas ameaças é preciso que haja mudança de mentalidade. É preciso derrubar mitos e abandonar paradigmas que ruíram”, declarou o presidente.

Na sessão “Trabalhando Juntos para Enfrentar Múltiplas Crises”, em que se sentou entre o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, Lula lembrou sua participação no G-7 de 2009, após a crise financeira global, que levou posteriormente à criação do G-20.

“A consolidação do G-20 como principal espaço para a concertação econômica internacional foi um avanço inegável. Ele será ainda mais efetivo com uma composição que dialogue com as demandas e interesses de todas as regiões do mundo”, declarou o petista.

A coluna “Direto do G7?, do Broadcast, antecipou nesta semana que Lula faria uma defesa do G-20 ao longo do G-7, já que o Brasil vai assumir a presidência do bloco ampliado em 2024. “Não tenhamos ilusões. Nenhum país poderá enfrentar isoladamente as ameaças sistêmicas da atualidade. A solução não está na formação de blocos antagônicos ou respostas que contemplem apenas um número pequeno de países”, argumentou.

Durante o discurso, Lula decidiu também criticar o neoliberalismo e a “fragilidade” de seus dogmas. “O endividamento externo de muitos países, que vitimou o Brasil no passado e hoje assola a Argentina, é causa de desigualdade gritante e crescente, e requer do Fundo Monetário Internacional um tratamento que considere as consequências sociais das políticas de ajuste”, cutucou o presidente horas antes de se encontrar com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, a quem vai pedir socorro à Argentina.

A defesa do meio-ambiente e o combate à desigualdade social foram bandeiras levantadas por Lula no encontro multilateral. “Essa tarefa só é possível com um Estado indutor de políticas públicas voltadas para a garantia de direitos fundamentais e do bem-estar coletivo”, defendeu Lula, para quem a dicotomia entre meio-ambiente e desenvolvimento já deveria estar superada.

Durante o discurso, Lula decidiu também criticar o neoliberalismo e a “fragilidade” de seus dogmas. “O endividamento externo de muitos países, que vitimou o Brasil no passado e hoje assola a Argentina, é causa de desigualdade gritante e crescente, e requer do Fundo Monetário Internacional um tratamento que considere as consequências sociais das políticas de ajuste”, cutucou o presidente horas antes de se encontrar com a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, a quem vai pedir socorro à Argentina.

A defesa do meio-ambiente e o combate à desigualdade social foram bandeiras levantadas por Lula no encontro multilateral. “Essa tarefa só é possível com um Estado indutor de políticas públicas voltadas para a garantia de direitos fundamentais e do bem-estar coletivo”, defendeu Lula, para quem a dicotomia entre meio-ambiente e desenvolvimento já deveria estar superada.

As informações são do Terra.

Sair da versão mobile