Lula critica pedido de anistia de Bolsonaro: ‘Deveria estar provando sua inocência’

Presidente ironiza ex-mandatário e afirma que pedido de perdão equivale a admitir culpa. STF deve julgar a denúncia da PGR ainda em 2025.

CONHECIMENTO DE BOLSONARO SOBRE GOLPE

Reprodução/Instagram; Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira (20) que o ex-presidente Jair Bolsonaro deveria estar focado em provar sua inocência , em vez de pedir anistia aos acusados ​​de tentativa de golpe de Estado.

Em entrevista à Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, Lula ironizou a postura do ex-mandatário e afirmou que insistir nesse pedido equivale a uma confissão de culpa.

“As pessoas que ficam querendo antecipar uma discussão sobre anistia estão se acusando. Quando o ex-presidente pede anistia, está admitindo que cometeu um crime . Ele deveria estar dizendo: ‘Vou provar minha inocência’, mas, em vez disso, quer perdão”, afirmou o petista.

Lula ainda fez referência às suspeitas levantadas contra Bolsonaro, mencionando as investigações sobre um suposto plano para impedir sua posse. “Esse cidadadão deveria estar dizendo: Eu sou inocente. Mas ele esta dizendo: “Gente, eu sou culpado. Tentei bolar um plano para matar o Lula , o Alckmin e o Alexandre de Moraes, mas não deu certo porque tive uma diarreia, fiquei com medo e fui para os Estados Unidos'”, ironizou.

A declaração foi feita dois dias após a Procuradoria-Geral da República apresentar denúncia contra Bolsonaro e mais 33 pessoas por suposta trama golpista. A investigação foi baseada, entre outras provas, na delação premiada do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, divulgada na quarta-feira (19) pelo ministro Alexandre de Moraes.

No dia anterior, Lula havia adotado um tom mais moderado ao falar sobre o caso, destacando que todas as pessoas têm direito à presunção de inocência e à ampla defesa. “Se provarem que não planejaram dar um golpe e que não planejaram matar o presidente , o vice e o presidente do TSE, ficarão livres”, disse em entrevista no Palácio do Planalto. O julgamento do caso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) está previsto para 2025.

Da Agência Fonte Exclusiva, com informações da RT Brasil.

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