Ibama libera Petrobras para perfurar poço de petróleo na Foz do Amazonas

Autorização para o início da perfuração foi concedida após cinco anos de análise e discussão técnica

Ibama autoriza a Petrobras a perfurar poço exploratório na Foz do Amazonas, após cinco anos de análise. Decisão ocorre a poucos dias da COP30 e recebe críticas de ambientalistas.

Ibama autoriza a Petrobras a perfurar poço exploratório na Foz do Amazonas, após cinco anos de análise. Decisão ocorre a poucos dias da COP30 e recebe críticas de ambientalistas. Reprodução | Agência Brasil

A estatal informou que as atividades de perfuração devem começar imediatamente e terão duração aproximada de cinco meses. O objetivo é avaliar o potencial geológico da região e verificar a existência de petróleo e gás em escala comercial.

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, classificou a autorização como “uma conquista da sociedade brasileira” e destacou que o processo passou por amplas discussões com governos e órgãos ambientais.

“A conclusão desse processo revela o compromisso das instituições nacionais com o diálogo e com a viabilização de projetos que representem o desenvolvimento do país”, afirmou Chambriard.

Contexto e críticas

A Margem Equatorial se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte e é considerada uma das novas fronteiras de exploração de petróleo e gás no Brasil. A Petrobras planeja investir mais de US$ 3 bilhões até 2028 na região, com a perfuração de 16 poços exploratórios.

Apesar do otimismo do governo, ambientalistas criticam a decisão e alertam para riscos ambientais. Estudos apontam a presença de recifes de corais com quase 10 mil km² próximos à área de exploração, além da proximidade de terras indígenas no Amapá.

Organizações ambientais classificaram a medida como “desastrosa do ponto de vista climático e da sociobiodiversidade” e cogitam recorrer à Justiça para tentar reverter a decisão.

A licença foi concedida a poucos dias da COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, que acontecerá entre 10 e 20 de novembro, em Belém (PA) — o que ampliou o debate sobre as contradições da política energética brasileira.

Justificativa do Ibama

Em nota oficial, o Ibama informou que a autorização foi resultado de um “rigoroso processo de licenciamento ambiental”, com realização de audiências públicas, vistorias técnicas e aprimoramento do plano de resposta emergencial da Petrobras.

Após o indeferimento inicial em 2023, o projeto passou por ajustes estruturais, incluindo:

Segundo o Ibama, essas melhorias foram determinantes para a emissão da nova licença, que permite o início imediato da perfuração.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

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