El Niño pode intensificar secas, chuvas e ondas de calor no país

Intensidade ainda não está confirmada, mas pesquisadores defendem medidas preventivas

El Niño se fortalece e pode ficar entre os mais intensos desde 1950; veja os efeitos esperados no Brasil.

📸Arte/Agência Fonte Exclusiva

A possibilidade de um El Niño de forte intensidade em 2026 levou pesquisadores a alertarem para o aumento do risco de eventos climáticos extremos no Brasil.

O fenômeno ainda não foi oficialmente classificado como “super El Niño”, mas projeções indicam alta probabilidade de formação e fortalecimento ao longo do segundo semestre.

Especialistas afirmam que a combinação entre o El Niño e o aquecimento global pode favorecer ondas de calor, chuvas intensas, secas prolongadas e erosão costeira.

Os impactos devem variar entre as regiões. No Sul, o fenômeno costuma aumentar a frequência e o volume das chuvas, elevando o risco de enchentes e deslizamentos.

Na Amazônia, a tendência é de redução das precipitações, com possibilidade de queda no nível dos rios, dificuldades de transporte e problemas no abastecimento de comunidades.

As áreas costeiras também preocupam. A urbanização e a perda de praias, dunas, manguezais e outros ambientes naturais deixaram parte do litoral mais vulnerável a ressacas, alagamentos e avanço do mar.

Pesquisadores defendem que a preparação comece antes da confirmação da intensidade do fenômeno. Entre as medidas recomendadas estão o reforço dos sistemas de monitoramento, a atualização dos planos da Defesa Civil, investimentos em drenagem e o mapeamento de áreas de risco.

A recuperação de manguezais, restingas, matas ciliares e áreas úmidas também é apontada como forma de reduzir os danos provocados por chuvas, enchentes e erosão.

Apesar do alerta, ainda não é possível prever com precisão a intensidade do El Niño nem os efeitos em cada região. As projeções deverão ser atualizadas conforme a evolução das temperaturas do Oceano Pacífico.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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