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Nova legislação brasileira fortalece a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

Criança utilizando celular sob supervisão dos pais.📸 Arquivo/Fonte Exclusiva

ECA Digital já está em vigor e muda regras para uso da internet por menores

Lei impõe novas obrigações a plataformas digitais e reforça papel dos pais.

Redação Por Redação
21/03/2026 - 11:26
em Brasil
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O avanço do acesso à internet entre crianças e adolescentes no Brasil trouxe consigo um aumento expressivo dos riscos no ambiente digital. Em resposta a esse cenário, entrou em vigor nesta semana o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente, conhecido como ECA Digital, que estabelece uma série de medidas para reforçar a proteção de menores de 18 anos no ambiente online.

A nova legislação reúne responsabilidades compartilhadas entre empresas de tecnologia, famílias e o Estado, criando um modelo de atuação conjunta para enfrentar crimes cibernéticos e garantir mais segurança aos jovens usuários.

Os dados reforçam a urgência da medida. No Brasil, 93% das crianças e adolescentes entre 9 e 17 anos utilizam a internet diariamente, segundo a pesquisa TIC Kids Online 2024. Além disso, cerca de 29% dos jovens afirmam já ter passado por situações ofensivas ou desconfortáveis no ambiente virtual — muitas vezes sem o conhecimento dos responsáveis.

O crescimento dos riscos também é refletido nas ações das autoridades. Em 2025, a Polícia Federal realizou, em média, três operações por dia relacionadas a crimes digitais envolvendo abuso sexual de menores, número superior ao registrado no ano anterior.

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A legislação, sancionada em 2025 e regulamentada em 2026, busca enfrentar esse cenário com regras mais rígidas e mecanismos de proteção mais eficazes.

Responsabilidade das empresas de tecnologia

As plataformas digitais passam a ter papel central na proteção de crianças e adolescentes. Entre as principais exigências estão a remoção imediata de conteúdos ilegais, como exploração sexual, incentivo à violência, automutilação e uso de drogas.

As empresas também devem adotar medidas para reduzir o uso excessivo das plataformas, como o fim de recursos que incentivam permanência prolongada, a exemplo de rolagem infinita, reprodução automática de vídeos e sistemas de recompensa.

Outro ponto importante é a proibição da coleta de dados de menores para fins publicitários, além da obrigatoriedade de mecanismos eficazes de verificação de idade e ferramentas de controle parental.

As chamadas big techs também deverão apresentar relatórios periódicos com dados sobre segurança e proteção de usuários menores de idade.

Papel das famílias

O ECA Digital reforça a importância da participação ativa dos pais e responsáveis na vida digital dos filhos. A legislação estabelece que crianças e adolescentes têm o direito de serem acompanhados e orientados durante o uso da internet.

Cabe às famílias utilizar ferramentas de supervisão parental, monitorar o tempo de uso e orientar sobre riscos e comportamentos seguros no ambiente virtual.

Especialistas destacam que ainda há desafios relacionados à falta de conhecimento técnico por parte de muitos responsáveis, o que reforça a necessidade de campanhas de conscientização e educação digital.

Atribuições do Estado

O Estado terá a função de regulamentar, fiscalizar e garantir a aplicação da lei. Entre as medidas previstas estão a criação de políticas públicas de educação digital, o fortalecimento de canais de denúncia e a coordenação de ações entre diferentes órgãos.

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados será responsável por definir regras técnicas, como os critérios para verificação de idade nas plataformas digitais.

O governo também prevê a criação de estruturas especializadas para monitoramento e combate a crimes digitais, incluindo um centro nacional de triagem de denúncias ligado à Polícia Federal.

Implementação gradual

A aplicação das medidas será feita de forma progressiva, permitindo adaptação das plataformas e definição de regras complementares pelos órgãos responsáveis.

Algumas medidas já estão em vigor, como a proibição de publicidade direcionada a menores e conteúdos que promovam a chamada “adultização” infantil.

Como denunciar

Casos de violação de direitos de crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100 ou por meio de plataformas especializadas em segurança digital.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Adolescentes#Atualidades#Brasil#CriançasOnline#ECADigital#LeiDigital#Notícias#Protecao#SegurançaNaInternet#Tecnologia
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