Deputada Carla Zambelli é presa em Roma pela polícia italiana

Foragida desde condenação no Brasil, ela enfrentará processo de extradição por invasão ao CNJ

prisão de carla zambelli

Deputada Carla Zambelli (PL-SP) durante coletiva na Câmara dos Deputados Foto: Lula Marques/Agência Brasil - 23.04.2024 / Mais Goiás

A deputada federal Carla Zambelli foi detida pela polícia italiana nesta terça-feira (29), na cidade de Roma, conforme confirmado por fontes da Polícia Federal (PF).

Zambelli encontrava-se foragida da Justiça brasileira desde maio, após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão pelo crime de invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Sua fuga do Brasil após a condenação a colocou na lista de procurados da Interpol.

Em comunicado, a PF declarou: “A detida era alvo de busca por crimes cometidos em território brasileiro e passará pelo processo de extradição, seguindo os procedimentos estabelecidos pela legislação italiana e pelos tratados internacionais dos quais o Brasil é parte.”

A prisão ocorreu após denúncia do deputado italiano Angelo Bonelli. Ele afirmou em sua conta no X (antigo Twitter) que forneceu às autoridades um endereço romano onde Zambelli estaria hospedada: “Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Passei o endereço à polícia, e a polícia já está identificando Zambelli.”

Bonelli já havia solicitado, em junho, celeridade ao governo italiano no trâmite de extradição. Ele argumentou que a cidadania italiana (de Zambelli) não poderia ser utilizada como escudo para evitar o cumprimento de uma pena.

Contexto da Condenação

A condenação de Zambelli refere-se a um episódio de invasão aos sistemas do CNJ ocorrido em 2023. As investigações apontaram que o hacker Walter Delgatti executou o ataque sob ordens da parlamentar. A deputada deixou o Brasil cerca de duas semanas após a sentença do STF, visando fugir do cumprimento da pena.

Outro Processo em Andamento

Zambelli também responde a outro processo criminal no STF. Desde agosto de 2023, ela é ré no Supremo pelo episódio em que, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022, sacou uma arma e perseguiu o jornalista Luan Araújo, após troca de provocações em um ato político em São Paulo. Até o momento, o julgamento registra 6 votos a 0 pela condenação da deputada a 5 anos e 3 meses de prisão em regime semiaberto. Contudo, um pedido de vista do ministro Nunes Marques interrompeu a conclusão do processo.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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