Deolane nega acesso a celulares apreendidos durante Operação Vérnix

Polícia Civil diz que recusa não deve impedir extração de dados relevantes ao inquérito

Influenciadora é investigada na Operação Vérnix; defesa alega inocência

Imagem | Reprodução

A advogada e influenciadora Deolane Bezerra se recusou a fornecer à Polícia Civil as senhas de dois celulares apreendidos durante buscas realizadas em sua residência, no condomínio Tamboré, na Grande São Paulo. A apreensão ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A defesa afirma que ela é inocente.

Segundo a apuração, os policiais solicitaram acesso aos aparelhos, mas a influenciadora não autorizou o desbloqueio. A Polícia Civil informou que a recusa não deve impedir o avanço da investigação, já que os investigadores afirmam possuir meios técnicos para extrair dados e conversas de interesse do inquérito.

Deolane foi presa na manhã de quinta-feira (21), após retornar de uma viagem a Roma no dia anterior. Além dos celulares, foram apreendidos dinheiro em espécie, joias, relógios e computadores durante a operação.

Após passar por audiência de custódia, a prisão foi mantida, e a influenciadora foi transferida para a Penitenciária de Tupi Paulista, no interior de São Paulo. A unidade fica a cerca de 670 quilômetros da capital paulista.

A Operação Vérnix é conduzida pela Polícia Civil de São Paulo em conjunto com o Ministério Público. Segundo informações oficiais do governo paulista, a investigação apura um esquema de lavagem de dinheiro associado a uma facção criminosa, com uso de empresas, imóveis e veículos de luxo.

De acordo com a investigação, Deolane foi indiciada por organização criminosa e lavagem de dinheiro. A polícia aponta suspeitas de vínculo com integrantes da cúpula da facção e apura a existência de uma rede de empresas de fachada. As acusações ainda dependem de análise judicial e eventual denúncia do Ministério Público.

A influenciadora deverá ser ouvida pela polícia nos próximos dias. As declarações dela devem integrar um relatório complementar que poderá subsidiar os próximos passos da investigação.

* Da Agência Fonte Exclusiva

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