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Relatório da ANA aponta que o Brasil possui 213 barragens com risco de acidentes e alerta para redução no número de fiscais responsáveis pela segurança das estruturas.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

Brasil tem 213 barragens com risco de acidentes e relatório aponta redução no número de fiscais

Levantamento da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico mostra que estruturas estão distribuídas em 19 estados e no Distrito Federal; setor de mineração concentra maior número de barragens prioritárias.

redacao Por redacao
08/07/2026 - 09:28
em Brasil
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O Brasil possui atualmente 213 barragens classificadas como estruturas com risco de acidentes capazes de causar impactos à população, ao meio ambiente ou a equipamentos de infraestrutura, como estradas e pontes.

O dado faz parte do Relatório de Segurança de Barragens 2026 (RSB 2026), divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), que acompanha anualmente as condições das barragens existentes no país.

O levantamento reúne informações sobre diferentes tipos de estruturas, incluindo barragens utilizadas para mineração, abastecimento de água, irrigação, geração de energia hidrelétrica, controle de vazão e outras finalidades. Ao todo, o sistema nacional possui mais de 14 mil barragens cadastradas para acompanhamento e fiscalização.

Segundo o relatório, em 2025 foram registrados 18 acidentes e 23 incidentes envolvendo barragens em território brasileiro. Apesar das ocorrências, nenhuma morte foi registrada. Em alguns casos, no entanto, houve necessidade de retirada preventiva de moradores de áreas próximas e foram identificados danos em estruturas como vias públicas e pontes.

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A ANA explica que existe diferença entre acidente e incidente no monitoramento das barragens. O acidente ocorre quando há rompimento ou colapso da estrutura, enquanto o incidente envolve situações que podem comprometer a segurança da barragem e aumentar o risco de uma falha mais grave.

As 213 barragens consideradas prioritárias para ações de segurança estão espalhadas por 19 estados e pelo Distrito Federal. Essas estruturas apresentam algum tipo de problema relacionado à conservação, manutenção ou ao cumprimento de exigências previstas na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB).

Entre os estados com maior concentração de barragens nessa situação estão Ceará, Mato Grosso e São Paulo. A mineração aparece como o setor com maior número de estruturas classificadas como prioritárias, com 55 barragens, representando 26% do total. Na sequência estão as barragens destinadas ao abastecimento de água, com 51 unidades (24%), e as utilizadas para irrigação, com 29 estruturas (14%).

Também integram a lista barragens destinadas à regularização de vazão, com 20 unidades (9%), paisagismo, com 17 (8%), dessedentação de animais, com 16 (8%), além de outros usos, que somam 25 estruturas (12%).

Situação do cadastro nacional

O relatório da ANA também aponta dificuldades na atualização e classificação das barragens brasileiras. Embora o número de estruturas registradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB) tenha aumentado de 28.085, em 2024, para 29.761, em 2025, uma parcela significativa ainda não possui classificação definida.

De acordo com o levantamento, 14.355 barragens, equivalente a 48% do total cadastrado, permanecem em situação considerada indefinida porque os órgãos responsáveis ainda não forneceram todas as informações necessárias para determinar se elas se enquadram nas regras da Política Nacional de Segurança de Barragens.

Pela legislação, uma estrutura deve seguir as normas da PNSB quando apresenta características como altura superior a 15 metros, capacidade de armazenamento acima de 3 milhões de metros cúbicos, presença de resíduos perigosos ou potencial de dano associado médio ou alto.

Entre as barragens já classificadas, 8.797 estruturas, correspondentes a 30% do total nacional, apresentam condições consideradas adequadas. Outras 6.609 (22%) possuem algum fator de atenção, como categoria de risco elevada ou potencial de dano significativo.

A ANA também informou que existem 345 barragens sem dados suficientes para avaliação completa. O órgão destaca que ampliar a fiscalização e melhorar o preenchimento das informações são medidas fundamentais para aumentar a segurança das estruturas.

Número de fiscais apresenta queda

Outro alerta apresentado no relatório está relacionado ao número de profissionais responsáveis pela fiscalização das barragens. Pela primeira vez desde o rompimento da barragem de Brumadinho, em 2019, houve redução no quadro de servidores dedicados ao acompanhamento da segurança dessas estruturas.

Atualmente, 333 profissionais atuam na fiscalização de barragens nos 33 órgãos responsáveis pelo setor no país. Desse total, 161 trabalham exclusivamente com essa atividade, enquanto outros 172 acumulam a função com outras atribuições.

Em 2025, o setor contava com 23 profissionais a mais. Segundo a ANA, 28 dos 33 órgãos fiscalizadores possuem equipes abaixo do número considerado mínimo recomendado, que seria de pelo menos 221 profissionais atuando exclusivamente na área.

Mesmo com a redução do efetivo, o relatório aponta crescimento no número de ações de fiscalização realizadas. As inspeções presenciais aumentaram de 2.859, em 2024, para 2.924, em 2025, enquanto as análises documentais passaram de 3.162 para 4.712 no mesmo período, representando uma alta de 49%.

O Relatório de Segurança de Barragens é elaborado anualmente pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico com base nas informações enviadas pelos órgãos fiscalizadores do país.

O documento reúne um panorama das condições das barragens brasileiras e é encaminhado ao Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH) e ao Congresso Nacional.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #ANA#Barragens#Brasil#Brumadinho#Fiscalização#infraestrutura#MeioAmbiente#Mineração#NoticiasBrasil#Prevenção#RecursosHídricos#RiscoAmbiental#Segurança#SegurancaDeBarragens#Sustentabilidade
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