Aprovada em Harvard, brasileira iniciou faculdade de Direito aos 15 anos

Aos 25, Layse Dias embarca para os EUA após trajetória marcada por superação e destaque acadêmico

Aos 25 anos, Layse Dias, natural do Rio Grande do Norte, embarca para Harvard após trajetória marcada por superação, entrada precoce na UFRN e carreira jurídica de destaque.

Layse Dias entrou em Direito na UFRN aos 15 anos (Arquivo pessoal/BMA )

Layse Dias, potiguar de 25 anos, embarca neste domingo (3) para os Estados Unidos, onde dará início ao mestrado em Direito na prestigiada Universidade de Harvard. A jornada até lá foi construída com esforço, talento e uma série de conquistas ao longo da última década.

Natural do Rio Grande do Norte, Layse ingressou no curso de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) aos 15 anos, mesmo antes de concluir oficialmente o Ensino Médio. Na época, realizou o ENEM como “treineira”, sem grandes expectativas, mas a nota foi suficiente para conquistar uma vaga pelo SISU. Para conseguir a matrícula, ela precisou recorrer à Justiça e obteve autorização para fazer o Encceja por meio de um mandado de segurança.

“Minha mãe ficava me esperando em um banco na porta da faculdade, todos os dias, porque eu tinha aula à noite e era praticamente uma pré-adolescente”, relembra. “Ela não queria que eu me sentisse desassistida.”

Desde cedo, Layse se destacou em atividades acadêmicas e experiências internacionais. Em 2017, estudou francês na Universidade Sorbonne, em Paris, e passou a dar aulas do idioma no Instituto Ágora, na UFRN. Em 2018, foi selecionada para participar da Conferência na Prática, da Fundação Estudar, onde conheceu representantes do renomado escritório de advocacia Barbosa Müssnich Aragão (BMA).

Ainda durante a graduação, criou projetos no Capitólio — holding jurídica da UFRN — como viagens de visita a escritórios de advocacia em São Paulo. Em uma dessas visitas, reencontrou uma sócia do BMA que já conhecia, o que ajudou a abrir portas. Também conheceu Paulo Aragão, sócio da BMA, durante uma palestra em Fortaleza, que posteriormente encaminhou seu currículo à empresa.

Em 2019, foi contratada pelo BMA e se mudou para São Paulo. Agora, seguirá vinculada ao escritório, mas em licença de um ano para se dedicar ao mestrado em Harvard.

A jovem foi aceita com uma bolsa parcial de 5 mil dólares e acesso a empréstimos com juros reduzidos. No entanto, ainda busca apoio financeiro para cobrir os cerca de 80 mil dólares (aproximadamente R$ 446 mil) exigidos pelo programa, além dos custos de vida.

“Mesmo com a bolsa do trabalho e todas as minhas economias, não consigo cobrir tudo. Estou tentando”, afirma.

“É engraçado olhar para trás: eu estava em Natal e não conhecia ninguém que pudesse abrir as portas para mim. Tinha um plano ambicioso de ir para São Paulo. E deu certo”, conclui.

Da Agência Fonte Exclusiva.

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