Cesta básica sobe em 14 das 17 capitais pesquisadas em março, aponta Dieese

Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre lideram altas no mês. Café, tomate e leite puxam aumento, enquanto carne bovina registra queda em 15 capitais.

Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre lideram altas no mês. Café, tomate e leite puxam aumento, enquanto carne bovina registra queda em 15 capitais.

Imagem: Canvas

Apenas três capitais brasileiras registraram queda no custo da cesta básica em março de 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Das 17 cidades analisadas, Aracaju (-1,89%), Natal (-1,87%) e João Pessoa (-1,19%) apresentaram redução no valor médio da cesta.

Nas demais capitais, o custo da alimentação essencial aumentou, com destaque para as cidades da Região Sul. Curitiba teve a maior elevação no mês, com alta de 3,61%, seguida por Florianópolis (3%) e Porto Alegre (2,85%).

Segundo o Dieese, os principais itens que influenciaram na alta dos preços foram o café em pó, que subiu em todas as capitais, o tomate e o leite integral. Por outro lado, o quilo da carne bovina de primeira apresentou queda em 15 das 17 capitais, com exceção de João Pessoa e Recife, onde o produto seguiu em alta.

Cidades com as cestas mais caras:

Cidades com as cestas mais baratas:

Salário mínimo ideal deveria ser R$ 7.398,94, diz Dieese

Com base no valor da cesta mais cara — em São Paulo, a R$ 880,72 —, o Dieese calcula que o salário mínimo ideal em março deveria ser de R$ 7.398,94, valor 4,87 vezes maior que o salário mínimo em vigor, de R$ 1.518,00.

Essa estimativa leva em consideração o que determina a Constituição Federal: o salário mínimo deve cobrir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

*Da Agência Fonte Exclusiva. Compartilhe esta notícia do O Rebate o melhor site de notícias do estado do Rio de Janeiro.

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