A arrecadação do governo federal alcançou R$ 239,4 bilhões em setembro de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pela Receita Federal. O resultado representa um crescimento real de 5,62% em relação ao mesmo mês de 2025, já descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
No acumulado de janeiro a setembro, o total arrecadado chegou a R$ 2,351 trilhões, uma alta real de 6,97% na comparação com os nove primeiros meses do ano passado.
Considerando somente as receitas administradas pela Receita Federal, o recolhimento foi de R$ 231,4 bilhões em setembro, com avanço real de 5,03%. Entre janeiro e setembro, esse valor somou R$ 2,25 trilhões, crescimento de 6,89%.
De acordo com o órgão, o desempenho foi impulsionado principalmente pelas contribuições previdenciárias, pelo PIS/Cofins, pelo Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e pelos recolhimentos do Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A tributação sobre a exportação de óleo bruto também contribuiu para o resultado.
Contribuições previdenciárias somam R$ 64,6 bilhões
As receitas previdenciárias totalizaram R$ 64,6 bilhões em setembro, com crescimento real de 6,18% em relação ao mesmo período de 2025.
Entre os fatores que ajudaram a elevar a arrecadação estão o aumento real de 1,72% da massa salarial em agosto, na comparação anual, e a expansão de 7,42% dos recolhimentos previdenciários vinculados ao Simples Nacional.
A Receita Federal também apontou um crescimento de 14,88% no volume de compensações tributárias relacionadas a débitos previdenciários em relação a setembro do ano anterior.
Outro fator citado foi a retomada gradual da cobrança da contribuição patronal dos municípios, além da reoneração escalonada da folha de pagamentos.
Nos nove primeiros meses de 2026, a arrecadação previdenciária atingiu R$ 575,9 bilhões, com alta real de 5,16%.
Impostos sobre importações avançam 21,07%
A arrecadação dos tributos incidentes sobre produtos importados chegou a R$ 13,3 bilhões em setembro, registrando aumento real de 21,07% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Segundo a Receita Federal, o resultado foi influenciado pela expansão das importações e pelo aumento das alíquotas efetivas dos tributos. No período, a taxa média de câmbio caiu 4,15%.
O IRRF sobre rendimentos de capital também apresentou crescimento. Em setembro, foram arrecadados R$ 12,06 bilhões com esse tributo, uma alta real de 9,68%. O desempenho foi impulsionado principalmente pela tributação de aplicações de renda fixa e de dividendos.
IRPJ, CSLL e PIS/Cofins também registram alta
No acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação conjunta do IRPJ e da CSLL alcançou R$ 444,2 bilhões, com crescimento real de 5,76% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
Já o IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 131,15 bilhões nos nove primeiros meses do ano. O valor representa uma expansão real de 17,57%, a maior entre os grupos de tributos destacados no balanço.
As contribuições do PIS/Pasep e da Cofins, por sua vez, totalizaram R$ 466,55 bilhões no período, com aumento real de 4,1% na comparação anual.
Os números divulgados pela Receita Federal indicam que o avanço da arrecadação federal em 2026 foi sustentado por diferentes fontes de receita, com destaque para os tributos sobre rendimentos financeiros, as contribuições previdenciárias e os impostos relacionados às empresas e às importações.
*Da Agência Fonte Exclusiva.
