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Café Câmara teve todos os lotes das versões Tradicional e Extraforte proibidos pela Anvisa após irregularidades sanitárias e identificação de fragmentos semelhantes a vidro em uma amostra.

📸Arte/Agência Fonte Exclusiva/IA

Café Câmara é proibido pela Anvisa após análise encontrar fragmentos semelhantes a vidro

Agência determinou a apreensão de todos os lotes das versões Tradicional e Extraforte. Fiscalização também identificou problemas na origem do produto e irregularidades nas empresas indicadas nas embalagens.

redacao Por redacao
11/10/2026 - 16:41
em Saúde
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O Café Câmara, comercializado nas versões Tradicional e Extraforte, foi proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em todo o Brasil após uma análise laboratorial identificar fragmentos semelhantes a vidro em uma amostra do produto. A decisão, publicada em 23 de setembro de 2025, também levou à determinação de apreensão de todos os lotes da marca.

A medida continua sendo uma referência importante para os consumidores que ainda possam encontrar o café em estabelecimentos comerciais ou tenham embalagens guardadas em casa. Nas consultas realizadas até outubro de 2026, não foi identificada uma revogação oficial da proibição.

Além da suspeita de contaminação por material estranho, a fiscalização encontrou inconsistências nas informações sobre a fabricação do café. Segundo a Anvisa, não foi possível confirmar a procedência da mercadoria, e as empresas apresentadas como fabricantes nas embalagens não estavam regulares.

Laboratório do Rio encontrou fragmentos semelhantes a vidro

A irregularidade foi identificada em uma análise realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen-RJ), responsável por exames utilizados em ações de vigilância sanitária no estado do Rio de Janeiro.

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O laudo apontou a presença de fragmentos de corpo estranho com características semelhantes às de vidro no lote 160229 do Café Câmara.

Embora o material tenha sido encontrado especificamente nessa amostra, a decisão da Anvisa não ficou restrita ao lote analisado. A agência estendeu a proibição a todas as unidades das versões Tradicional e Extraforte.

A presença de fragmentos rígidos em alimentos representa um risco à saúde, especialmente pela possibilidade de ferimentos na boca, na garganta e no sistema digestivo, caso sejam ingeridos.

Origem do café também apresentou irregularidades

A investigação sanitária revelou outro problema: a falta de informações confiáveis sobre a procedência do produto.

Uma apuração da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde do Rio de Janeiro identificou irregularidades relacionadas às empresas informadas como responsáveis pela fabricação.

Nas embalagens apareciam os nomes Sociedade Abast do Com e da Ind de Panif Sacipan S/A e Lam Fonseca Produtos Alimentos Ltda.

De acordo com a Anvisa, os estabelecimentos indicados não estavam regulares, o que impediu a comprovação adequada da origem do café.

A rastreabilidade é uma exigência importante na indústria de alimentos. Ela permite identificar onde determinado produto foi fabricado, quais matérias-primas foram utilizadas e quais lotes precisam ser retirados do mercado quando surge algum problema de segurança.

Proibição atinge todos os lotes do Café Câmara

A determinação da Anvisa impede a fabricação, a comercialização, a distribuição, a propaganda e o uso do Café Câmara nas versões atingidas.

Isso significa que a restrição não se aplica apenas ao lote 160229, no qual foram encontrados os fragmentos semelhantes a vidro.

Todos os lotes das versões Tradicional e Extraforte foram incluídos na medida sanitária.

Com a decisão, estabelecimentos comerciais não devem oferecer os produtos à venda enquanto a proibição estiver em vigor.

A medida foi adotada para impedir a circulação de um alimento cuja segurança e procedência não puderam ser comprovadas.

O que fazer se tiver Café Câmara em casa?

Consumidores que ainda possuem embalagens do Café Câmara devem interromper o consumo do produto, independentemente do lote ou da data de validade.

A orientação também vale para embalagens fechadas, já que a proibição determinada pela Anvisa abrange todas as unidades das versões mencionadas.

Quem encontrar o café sendo vendido pode comunicar a situação à Vigilância Sanitária do município ou registrar uma denúncia nos canais oficiais da Anvisa.

O consumidor também pode guardar informações sobre o estabelecimento onde comprou o produto e procurar orientação sobre seus direitos.

Caso tenha ingerido o café e apresente sintomas como dor intensa, dificuldade para engolir, sangramento ou outros sinais de lesão, deve procurar atendimento médico.

Como consultar produtos proibidos pela Anvisa?

A Anvisa mantém uma plataforma pública na qual os consumidores podem verificar medidas sanitárias aplicadas a alimentos, medicamentos, cosméticos e outros produtos sujeitos à fiscalização.

Na ferramenta de consulta, é possível pesquisar pelo nome da marca e verificar as restrições determinadas pelo órgão.

A consulta é especialmente útil quando surgem dúvidas sobre a situação de um produto encontrado em supermercados, mercearias ou plataformas de comércio eletrônico.

O caso do Café Câmara reforça a importância de verificar a identificação do fabricante, a procedência e as informações presentes nas embalagens antes da compra.

A decisão de setembro de 2025 permanece documentada nos canais oficiais da agência. Até a verificação realizada para esta reportagem, não foi localizada comunicação oficial anunciando a liberação dos lotes proibidos.

*Da Agência Fonte Exclusiva.

Tags: #Anvisa#CaféCâmara#CaféProibido#CamposDosGoytacazes#DefesaDoConsumidor#LamFonseca#NorteFluminense#NotíciasDeCampos#RioDeJaneiro#Sacipan#SaúdePública#segurancaalimentar#VigilânciaSanitária
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