O mercado financeiro brasileiro encerrou a quarta-feira (23) em um dia de maior cautela. O dólar comercial fechou a sessão em alta de 1,28%, cotado a R$ 5,168, enquanto o Ibovespa recuou 0,86%, aos 185.814,09 pontos. A movimentação ocorreu em meio ao fortalecimento da moeda americana no exterior, à alta do petróleo e à repercussão de fatores econômicos e políticos acompanhados pelos investidores.
No cenário internacional, a pressão veio principalmente da combinação entre juros mais elevados nos Estados Unidos e a valorização do petróleo. As incertezas relacionadas às negociações envolvendo Estados Unidos e Irã também contribuíram para aumentar a cautela nos mercados.
Dólar chega perto de R$ 5,18
Durante o pregão, o dólar chegou a R$ 5,177, antes de devolver parte dos ganhos até o fechamento. No exterior, a moeda americana também ganhou força diante de outras divisas.
Um dos fatores observados pelos investidores foram os novos dados de atividade econômica dos Estados Unidos. O PMI composto, que reúne os setores de serviços e indústria, avançou de 56 pontos em agosto para 58,4 em setembro, de acordo com a leitura preliminar da S&P Global. O resultado foi o maior nível do indicador em mais de cinco anos.
A atividade econômica mais forte pode influenciar as expectativas para a trajetória dos juros americanos. Com os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos em níveis elevados, investimentos denominados em dólar podem ganhar atratividade diante de ativos considerados mais arriscados.
No Brasil, o mercado também continuou acompanhando as informações relacionadas às eleições de 2026, que contribuíram para a cautela dos investidores.
Mesmo com a alta desta quarta-feira, o dólar ainda registra queda acumulada de cerca de 5,8% em relação ao real no ano.
Ibovespa interrompe sequência de duas altas
O Ibovespa encerrou uma sequência de duas sessões de alta. O principal índice da Bolsa brasileira oscilou entre a máxima de 188.772,33 pontos e a mínima de 185.676,38 pontos antes de terminar o dia aos 185.814,09 pontos.
A piora do ambiente internacional pressionou os ativos de risco. A elevação dos juros dos títulos americanos e a alta do petróleo aumentaram a preocupação dos investidores com as condições financeiras globais.
Apesar da queda no pregão, o Ibovespa ainda acumula valorização superior a 4% em setembro, segundo os dados divulgados após o fechamento do mercado.
Bolsas dos Estados Unidos também fecham em baixa
O movimento negativo também apareceu nas principais bolsas de Nova York. A alta dos rendimentos dos Treasuries pressionou principalmente empresas de tecnologia, que costumam ser mais sensíveis às mudanças nas expectativas para os juros.
A elevação dos rendimentos dos títulos americanos também contribuiu para reduzir o apetite por ativos de mercados emergentes, como o Brasil.
Petróleo volta a subir
Depois de cinco sessões consecutivas de queda, o petróleo voltou a avançar nesta quarta-feira. O movimento ocorreu em meio às incertezas sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã e aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio.
O Brent, referência internacional, subiu 2,84%, para US$ 98,12 por barril. O WTI, referência nos Estados Unidos, avançou 1,81%, para US$ 92,16.
A valorização da commodity voltou a alimentar preocupações sobre a inflação global, principalmente porque preços mais elevados de energia podem aumentar os custos de produção e transporte.
Os estoques de petróleo dos Estados Unidos também entraram no radar. Segundo os dados acompanhados pelo mercado, houve aumento de 2,969 milhões de barris na semana, enquanto a expectativa era de uma redução nos estoques.
Principais números do mercado
- Dólar comercial: R$ 5,168 — alta de 1,28%;
- Ibovespa: 185.814,09 pontos — queda de 0,86%;
- Brent: US$ 98,12 — alta de 2,84%;
- WTI: US$ 92,16 — alta de 1,81%.
*Da Agência Fonte Exclusiva
