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Greve dos Correios chega ao TST após impasse salarial e disputa sobre plano de saúde e benefícios. Tribunal analisa dissídio coletivo nesta segunda-feira.

Imagem: Reprodução/ Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Greve dos Correios chega ao TST após impasse sobre salários, plano de saúde e benefícios

Tribunal analisa dissídio coletivo nesta segunda-feira (21), enquanto trabalhadores contestam proposta de reajuste e mudanças nas condições de trabalho durante reestruturação da estatal.

redacao Por redacao
21/09/2026 - 10:44
em Brasil
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O futuro das condições de trabalho dos empregados dos Correios entra em discussão no Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta segunda-feira (21 de setembro).

Depois de uma semana de greve e de negociações sem acordo, a estatal e os representantes da categoria aguardam uma decisão judicial sobre os principais pontos que mantêm o conflito.

A sessão está prevista para começar às 13h30 e deverá examinar questões relacionadas à remuneração, assistência médica e manutenção de benefícios.

O julgamento ocorre em um momento de dificuldades financeiras da empresa, que busca reorganizar suas despesas, enquanto os sindicatos tentam impedir a redução de direitos e reivindicam reajuste salarial acima da proposta apresentada pela direção.

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A falta de entendimento levou o caso à Justiça do Trabalho, que deverá avaliar os argumentos das duas partes e estabelecer uma solução para o dissídio coletivo.

Plano de saúde é o principal motivo da greve

A proposta de alteração do Correios Saúde está entre os maiores obstáculos para a retomada das negociações. A direção da estatal pretende deixar a condição de mantenedora do plano e passar a atuar como patrocinadora.

Os representantes dos trabalhadores questionam as consequências financeiras dessa mudança para empregados, aposentados e dependentes. A preocupação é que o novo modelo resulte em aumento das despesas individuais com assistência médica e redução das garantias previstas anteriormente.

Para os sindicatos, a preservação das condições do plano de saúde é uma das prioridades da categoria. A divergência sobre o benefício ganhou peso nas negociações e contribuiu para a manutenção da paralisação.

Reajuste de 0,87% foi rejeitado pelos trabalhadores

A proposta salarial apresentada inicialmente pelos Correios também não foi aceita pelos representantes dos empregados. A empresa ofereceu aumento de 0,87%, percentual considerado insuficiente pelos sindicatos para compensar a inflação acumulada.

A categoria reivindica reposição salarial com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), além de ganho real.

Os trabalhadores argumentam que a remuneração precisa acompanhar o aumento do custo de vida para evitar a redução do poder de compra.

A pauta econômica inclui ainda a manutenção de vantagens previstas nas relações de trabalho, que também passaram a ser discutidas durante a tentativa de construção de um novo acordo coletivo.

Gratificações e vale extra de Natal também estão em discussão

Além dos salários e da assistência médica, os empregados contestam propostas que envolvem a retirada de benefícios concedidos a determinados grupos profissionais.

Entre os pontos de divergência estão as gratificações destinadas aos motoristas, o adicional por quebra de caixa e o vale extra de Natal.

Os sindicatos defendem a continuidade dessas vantagens e afirmam que a retirada dos benefícios pode representar perdas financeiras para parte dos trabalhadores.

A categoria também reivindica a retomada do adicional tradicional de 70% sobre as férias e do pagamento de 200% pelo trabalho realizado em dias de repouso ou feriados.

As reivindicações integram o conjunto de questões que deverá ser examinado pela Justiça do Trabalho diante da ausência de acordo nas negociações.

Correios defendem reestruturação para controlar despesas

A direção dos Correios argumenta que as alterações propostas estão relacionadas à necessidade de reorganizar as finanças da empresa.

A estatal atravessa um processo de reestruturação e busca adequar seus gastos à situação econômica enfrentada pela companhia.

No pedido encaminhado ao TST, a empresa apresentou as medidas como parte dos esforços para reduzir despesas e estabelecer condições financeiras para a continuidade das operações.

Os representantes dos empregados, por outro lado, sustentam que a reorganização não deve ocorrer por meio da redução de salários, benefícios ou garantias trabalhistas.

A divergência entre a necessidade de contenção de gastos defendida pela estatal e as reivindicações da categoria impediu o avanço das negociações.

Justiça determina funcionamento de 80% do efetivo durante a greve

A paralisação já havia motivado uma decisão do Tribunal Superior do Trabalho para assegurar a continuidade dos serviços postais.

O presidente da Corte, ministro Vieira de Mello Filho, determinou que os trabalhadores mantenham pelo menos 80% do efetivo em atividade em cada unidade dos Correios durante o movimento grevista.

A medida considera a importância dos serviços prestados pela empresa e busca reduzir os impactos da paralisação sobre a população.

A determinação também leva em conta os compromissos relacionados ao período eleitoral de 2026, diante da proximidade das eleições de outubro.

Com a decisão, o movimento continua sujeito à obrigação de preservar o funcionamento mínimo estabelecido pela Justiça.

Empresa afirma que entregas continuam em todo o país

Em comunicado, os Correios informaram que os serviços permanecem em funcionamento em todo o território nacional, apesar da greve.

A estatal afirmou que a paralisação registra adesão parcial dos empregados e que medidas operacionais estão sendo adotadas para diminuir os transtornos aos usuários.

Entre as ações estão o remanejamento de trabalhadores e veículos, a mobilização de funcionários administrativos para auxiliar nas operações e a realização de mutirões destinados à manutenção do fluxo de encomendas.

A empresa orienta os clientes a acompanharem a situação das entregas pelos canais oficiais de rastreamento.

Julgamento poderá definir os próximos passos da paralisação

Com a greve entrando na segunda semana, o julgamento do dissídio coletivo representa uma nova etapa na tentativa de solucionar o conflito entre os Correios e seus empregados.

O TST deverá examinar as propostas apresentadas pela estatal, as reivindicações dos sindicatos e as condições aplicáveis à categoria.

Entre os temas centrais estão a preservação do plano de saúde, a recomposição salarial e a manutenção de benefícios previstos nas relações de trabalho.

A decisão poderá estabelecer parâmetros para o acordo coletivo e influenciar a continuidade ou o encerramento do movimento grevista.

Enquanto não há uma solução definitiva, a categoria mantém suas reivindicações, e os Correios seguem operando sob a determinação judicial de preservar pelo menos 80% do efetivo em atividade.

*Da Agência Fonte Exclusiva

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