As campanhas dos candidatos à Presidência da República já declararam mais de R$ 150 milhões em despesas nas eleições de 2026. Os dados fazem parte da primeira prestação de contas parcial disponibilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no sistema DivulgaCandContas.
As informações consideram a movimentação financeira realizada desde o início da campanha até 8 de setembro. Os partidos e candidatos tiveram até 13 de setembro para encaminhar os dados à Justiça Eleitoral, que disponibilizou as informações para consulta pública a partir do dia 15.
Lula e Flávio aparecem com maiores gastos
Entre os candidatos que já registraram despesas, Lula (PT) aparece com cerca de R$ 65,6 milhões declarados. Flávio Bolsonaro (PL) vem na sequência, com aproximadamente R$ 55,7 milhões.
Ronaldo Caiado (PSD) informou R$ 24,2 milhões em despesas, enquanto Romeu Zema (Novo) declarou cerca de R$ 4,1 milhões. Renan Santos (Missão) registrou R$ 1,2 milhão e Augusto Cury (Avante), R$ 265 mil.
Também aparecem na prestação de contas Clariana Barão, Hertz Dias, Samara Martins, Wilson Grassi, Edmilson Costa e Rui Costa Pimenta, além de candidatos que, até o momento da consulta, não haviam registrado gastos.
Somente Lula e Flávio Bolsonaro concentram mais de R$ 120 milhões das despesas declaradas nesse primeiro período.
Serviços e publicidade estão entre os principais gastos
As prestações de contas mostram que uma parcela significativa dos recursos é destinada à contratação de serviços para as campanhas.
No caso de Lula, cerca de R$ 40,7 milhões foram registrados na categoria de serviços prestados por terceiros. Também aparecem despesas com eventos, serviços advocatícios, adesivos, materiais impressos e impulsionamento de conteúdos nas redes sociais.
A campanha de Flávio Bolsonaro declarou aproximadamente R$ 41 milhões em serviços de terceiros, além de gastos com advocacia, transporte, impulsionamento de conteúdo e pesquisas eleitorais.
TSE mantém teto de gastos de 2022
Para as eleições de 2026, o TSE decidiu manter os mesmos limites de gastos utilizados no pleito de 2022. A regra foi estabelecida pela Resolução nº 23.766 e posteriormente detalhada pela Portaria TSE nº 449/2026.
Na disputa pela Presidência, o limite para o primeiro turno é de R$ 88,9 milhões. Em caso de segundo turno, a campanha pode contar com um acréscimo de 50% sobre esse valor.
O TSE estabelece ainda que o candidato ou partido que ultrapassar o limite fica sujeito a multa equivalente a 100% do valor excedente. O excesso também pode ter consequências na análise das contas e, conforme as circunstâncias, ser considerado em processos relacionados a abuso do poder econômico.
Valores ainda podem mudar
Os números divulgados pelo DivulgaCandContas fazem parte da prestação parcial e, portanto, não representam necessariamente o total que cada campanha terá ao final da eleição.
As candidaturas ainda podem corrigir ou atualizar informações. A prestação final de contas deverá reunir as receitas e despesas consolidadas de todo o período eleitoral.
O sistema do TSE permite consultar não apenas os gastos, mas também receitas, doadores, fornecedores, limites de campanha, dívidas e outras informações financeiras das candidaturas.
*Da Agência Fonte Exclusiva
