Uma estátua de 11 metros instalada no distrito de Taíba, em São Gonçalo do Amarante, no Ceará, está devidamente regularizada, segundo a Prefeitura. As informações foram divulgadas pelo portal g1 nesta terça-feira (4).
O monumento fica no templo Palácio Estrela Negra da Quimbanda e recebeu licença ambiental e alvará para construção. Por estar localizado dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) das Dunas do Litoral Oeste, o empreendimento também precisou ser submetido à avaliação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Mudança do Clima.
A inauguração ocorreu em 25 de julho. De acordo com Mãe Rainha das Trevas, responsável pelo espaço religioso, aproximadamente R$ 100 mil foram utilizados na construção da estrutura, com recursos próprios.
Obra passou por avaliação ambiental
Segundo a administração municipal, a autorização para a construção levou em consideração as normas ambientais e urbanísticas aplicáveis à área onde o templo está instalado.
Por estar em uma região submetida a regras específicas de proteção ambiental, o projeto precisou cumprir exigências adicionais antes da instalação da estátua. A prefeitura informou que as licenças necessárias foram concedidas após as avaliações previstas.
O município também ressaltou que a legislação brasileira assegura a liberdade de crença e de culto religioso.
Líder religiosa relata manifestações preconceituosas
A responsável pelo templo afirmou que o monumento está dentro de uma propriedade particular e que todas as autorizações exigidas pelas autoridades foram obtidas.
Após compartilhar registros da inauguração nas redes sociais, Mãe Rainha das Trevas afirmou ter recebido comentários de caráter preconceituoso relacionados à obra e à religião.
Apesar das manifestações, a líder religiosa declarou não acreditar que a estátua seja alvo de vandalismo. Segundo ela, a comunidade local respeita sua fé.
O que é a quimbanda?
A quimbanda é uma tradição religiosa associada ao culto de entidades como exus e pombagiras. Seus conhecimentos, práticas e fundamentos são tradicionalmente transmitidos entre praticantes, principalmente por meio da oralidade.
A instalação do monumento em Taíba reacendeu discussões sobre liberdade religiosa, intolerância e respeito às diferentes manifestações de fé, além de envolver questões relacionadas ao licenciamento ambiental e às regras urbanísticas aplicáveis à região.
*Da Agência Fonte Exclusiva
