Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, voltaram a conversar por telefone neste sábado (4), em uma ligação que coincidiu com as comemorações dos 250 anos da Independência norte-americana.
Segundo o Kremlin, a conversa teve duração aproximada de uma hora e vinte e cinco minutos e abordou temas relacionados às relações bilaterais e ao cenário internacional.
De acordo com o assessor presidencial russo Yuri Ushakov, Putin abriu o diálogo parabenizando Trump e a população dos Estados Unidos pela data comemorativa.
Ainda segundo o Kremlin, o presidente russo destacou momentos históricos de cooperação entre os dois países e classificou a conversa como produtiva e construtiva.
Durante o contato, os dois líderes também discutiram a importância de preservar a memória dos episódios históricos que aproximaram Moscou e Washington ao longo dos anos.
Ushakov afirmou que Putin comentou as festividades realizadas nos Estados Unidos para marcar o aniversário da independência do país.
Antes da ligação, o presidente russo encaminhou uma mensagem oficial a Trump. No texto, lembrou o apoio oferecido pela Rússia aos colonos norte-americanos durante a Guerra da Independência e citou momentos de colaboração entre as duas nações, incluindo a atuação conjunta nas duas guerras mundiais e na consolidação da ordem internacional após os conflitos.
Na mensagem, Putin ressaltou que Rússia e Estados Unidos, por concentrarem os maiores arsenais nucleares do mundo, possuem responsabilidade compartilhada na preservação da estabilidade e da segurança globais.
O líder russo também manifestou expectativa de que uma relação mais cooperativa entre os dois países possa trazer benefícios para a comunidade internacional.
A conversa ocorreu em meio ao avanço da guerra entre Rússia e Ucrânia. Segundo o Ministério da Defesa russo, as forças de Moscou assumiram o controle da cidade de Konstantinovka, na região de Donetsk, considerada estratégica para operações militares em direção ao complexo urbano de Kramatorsk-Slaviansk.
Ainda de acordo com o governo russo, as defesas aéreas do país interceptaram um ataque formado por dez mísseis de cruzeiro, nove foguetes lançados por sistemas HIMARS e 494 drones.
Moscou afirmou que a ofensiva ucraniana teria como objetivo desviar a atenção das recentes operações militares russas na região de Donbass.
*Da Agência Fonte Exclusiva
