O presidente da FIFA, Gianni Infantino, saiu em defesa das pausas para hidratação adotadas durante as partidas da Copa do Mundo e negou que a medida tenha qualquer relação com interesses comerciais da entidade.
A declaração foi divulgada em comunicado oficial na terça-feira (23) e repercutiu em reportagem do New York Times nesta quarta-feira (24).
Segundo Infantino, a FIFA não obtém qualquer receita adicional com as interrupções no jogo. Ele afirmou que todos os acordos comerciais já estavam definidos antes do torneio.
“A FIFA não receberá nenhuma receita adicional, pois todos os acordos comerciais foram assinados com bastante antecedência”, declarou.
O dirigente reforçou que as pausas têm finalidade exclusivamente esportiva, destacando a preocupação com a saúde dos atletas.
De acordo com ele, o principal objetivo da medida é reduzir os impactos do calor em algumas sedes da competição.
As interrupções acontecem, em geral, por volta dos minutos 22 e 67 de cada partida e têm gerado debates entre jogadores, treinadores e analistas.
Críticos argumentam que as pausas também acabam favorecendo a exibição de publicidade durante as transmissões.
Após a estreia dos Estados Unidos contra o Paraguai, o zagueiro Antonee Robinson comentou o tema e relatou que árbitros teriam mencionado a continuidade de comerciais enquanto os jogadores aguardavam o reinício da partida, o que reacendeu as discussões sobre o formato das pausas.
*Da Agência Fonte Exclusiva
