O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a comentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio ao recente desgaste nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Em entrevista ao The Axios Show, divulgada nesta sexta-feira, 19, o republicano afirmou que não pensa no brasileiro e o classificou como uma pessoa “muito volátil”.
Questionado sobre Lula, Trump disse não ser fã nem desafeto do presidente brasileiro. Segundo ele, o petista teria apresentado uma postura diferente nos últimos anos. O norte-americano também afirmou ter assistido a um discurso de Lula e repetiu a avaliação de que o brasileiro estaria “muito volátil”.
A declaração foi feita em uma resposta mais ampla sobre líderes internacionais. Durante a entrevista, Trump citou outros chefes de Estado e afirmou que governantes que chegam ao comando de seus países costumam ter atributos excepcionais. Na mesma fala, mencionou o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e o presidente da China, Xi Jinping.
As falas ocorrem dias depois de novo atrito entre os presidentes durante a cúpula do G7, realizada em Évian-les-Bains, na França. Na ocasião, Trump afirmou que o Brasil havia se tornado um país “um pouco difícil” e “perigoso politicamente”. Ele também disse ter passado tempo com Lula durante o encontro, mas não detalhou o teor da conversa.
Lula reagiu às declarações e afirmou que Trump não deveria interferir em assuntos internos do Brasil. O presidente brasileiro também criticou a postura do norte-americano em relação às eleições brasileiras e disse que, em um próximo encontro, poderia mostrar a ele o funcionamento da urna eletrônica.
Após a reunião do G7, Lula afirmou que não solicitou uma conversa bilateral com Trump porque Brasil e Estados Unidos já mantêm negociações abertas. Segundo o presidente brasileiro, não haveria motivo para pedir uma reunião naquele momento, já que os canais de diálogo seguem em funcionamento.
O novo episódio acontece em um cenário de tensão diplomática e comercial entre os dois países. As discussões envolvem declarações sobre a política brasileira, possíveis novas tarifas sobre produtos do Brasil e a condução das negociações bilaterais.
*Da Agência Fonte Exclusiva
