A Copa do Mundo de 2026 tem reforçado a forte ligação entre a Seleção Brasileira e torcedores de diferentes países árabes. Em várias cidades do Oriente Médio e do Norte da África, bandeiras do Brasil, camisas amarelas e comemorações tomaram ruas e praças antes das partidas da equipe comandada por Carlo Ancelotti.
No Líbano, a mobilização ganhou destaque antes da estreia do Brasil contra o Marrocos. Em Trípoli, grupos de torcedores se reuniram no bairro de Jabal Mohsen com sinalizadores, carros decorados e bandeiras brasileiras.
Imagens divulgadas pela emissora libanesa Al Jadeed mostraram o clima de festa nas horas que antecederam a partida.
Na capital Beirute, centenas de pessoas também participaram de encontros marcados por músicas, buzinaços e manifestações de apoio à Seleção Brasileira.
A paixão pelo futebol ganhou ainda mais significado em meio às tensões enfrentadas pelo país nos últimos meses.
Em reportagem publicada pela emissora Al Jazeera, moradores relataram que a Copa representa um momento de união e distração diante das dificuldades provocadas pelos conflitos na região.
O torcedor Mohammed al-Durra afirmou ter acompanhado edições anteriores do Mundial durante períodos de guerra no Líbano. Já Samir, outro entrevistado, disse que o torneio ajuda a reunir famílias após meses marcados por violência e instabilidade.
Na Arábia Saudita, a torcedora Amal bint Khaled declarou que o Brasil é sua seleção favorita depois da equipe saudita. Ela citou ídolos históricos como Pelé, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Rivaldo ao explicar a admiração pela seleção pentacampeã mundial.
Nos Emirados Árabes Unidos, o goleiro Ali Al-Hosani, do clube Ajman, afirmou acompanhar os jogos brasileiros e destacou a tradição ofensiva da equipe. Apesar de considerar a França uma das favoritas ao título, ele disse admirar o estilo de jogo apresentado historicamente pelo Brasil.
A relação afetiva com a Seleção Brasileira também apareceu na Jordânia. A escritora Rania Haddadin publicou um artigo relatando memórias construídas desde a infância acompanhando o Brasil em Copas do Mundo.
Segundo ela, a edição de 2026 ganhou um significado especial por contar com a participação inédita da seleção jordaniana no torneio.
Na Argélia, o torcedor Samir afirmou continuar apoiando o Brasil como sua “segunda seleção”, atrás apenas da equipe argelina. Mesmo demonstrando preocupação com o desempenho recente da equipe brasileira, ele disse manter confiança na campanha da seleção ao longo da Copa.
O apoio vindo de diferentes países árabes reforça a influência histórica do futebol brasileiro fora da América do Sul e mostra como a Seleção continua sendo vista por muitos torcedores internacionais como símbolo de criatividade, identidade popular e paixão pelo esporte.
*Da Agência Fonte Exclusiva
