A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União iniciaram nesta quarta-feira (27) mais uma etapa da Operação Sem Desconto, investigação que apura um esquema de descontos associativos aplicados sem autorização em aposentadorias e pensões do INSS.
As ações ocorreram em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal. Ao todo, a Justiça autorizou 31 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares como monitoramento eletrônico e restrições patrimoniais.
Segundo a Polícia Federal, esta nova fase busca aprofundar as investigações sobre possíveis crimes envolvendo fraude previdenciária, organização criminosa e ocultação de patrimônio.
As suspeitas recaem sobre entidades que teriam realizado cobranças indevidas diretamente nos benefícios pagos a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.
De acordo com os investigadores, o esquema teria movimentado cifras bilionárias ao longo dos últimos anos por meio de mensalidades associativas descontadas sem consentimento dos beneficiários.
As apurações começaram após a identificação de irregularidades em cobranças automáticas registradas nos pagamentos previdenciários entre 2019 e 2024.
A estimativa das autoridades é de que os descontos considerados suspeitos possam ter alcançado aproximadamente R$ 6,3 bilhões no período investigado.
A ofensiva desta quarta-feira é um desdobramento das ações anteriores realizadas pela PF e pela CGU. Em março, outra etapa da investigação já havia resultado em mandados de busca, prisões e bloqueio de bens em diferentes estados.
Na primeira grande operação relacionada ao caso, realizada em 2025, centenas de agentes participaram do cumprimento de ordens judiciais em diversas regiões do país. Na ocasião, também houve afastamento de servidores públicos ligados ao caso.
As autoridades afirmam que o objetivo é identificar todos os envolvidos e impedir a continuidade das cobranças consideradas irregulares sobre benefícios previdenciários.
*Da Agência Fonte Exclusiva
