Uma equipe internacional de pesquisadores, com participação de cientistas brasileiras, anunciou a descoberta oficial de uma nova espécie de pinguim na Antártica.
O reconhecimento foi publicado recentemente na revista científica Communications Biology e marca a primeira descrição de uma espécie inédita de pinguim em mais de 100 anos.
Batizada de Pygoscelis kerguelensis, a nova espécie pertence ao grupo dos pinguins-gentoo e foi identificada após análises genéticas, ecológicas e evolutivas conduzidas pelos pesquisadores.
Segundo o estudo, os cientistas encontraram quatro linhagens evolutivas distintas dentro do grupo anteriormente tratado como uma única espécie. As diferenças foram confirmadas por meio de exames genéticos e observações relacionadas ao comportamento e à adaptação ambiental dos animais.
Os pesquisadores apontam que mudanças climáticas e barreiras oceânicas contribuíram para o isolamento das populações ao longo de centenas de milhares de anos, favorecendo a separação genética entre os grupos.
A nova espécie vive em regiões extremamente isoladas, como o arquipélago de Kerguelen, localizado no sul do Oceano Índico.
De acordo com os cientistas, a identificação demorou décadas porque os animais possuem aparência muito semelhante à de outros pinguins-gentoo já conhecidos.
Entre os autores do trabalho estão as pesquisadoras brasileiras Debora Y. C. Brandt e Gisele P. M. Dantas.
O estudo recebeu apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e do Programa Antártico Brasileiro, que contribuíram para o desenvolvimento das pesquisas na região antártica.
A descoberta é considerada importante para a biologia e para os estudos sobre conservação ambiental, já que a correta identificação das espécies ajuda cientistas a entender melhor os impactos das mudanças climáticas sobre os ecossistemas polares.
*Da Agência Fonte Exclusiva
