Os 17 cidadãos norte-americanos que estavam a bordo do cruzeiro de expedição MV Hondius desembarcaram nos Estados Unidos na madrugada desta segunda-feira (11), em meio à operação internacional de evacuação organizada após um surto de hantavírus registrado na embarcação.
O voo pousou no estado de Nebraska, onde os passageiros foram recebidos diretamente na pista do aeroporto por ambulâncias e equipes médicas especializadas. Todos passarão por avaliações clínicas e permanecerão sob monitoramento preventivo, conforme os protocolos adotados pelas autoridades de saúde norte-americanas.
Enquanto isso, os 22 passageiros restantes serão transferidos em um único voo partindo da Espanha com destino à Holanda. A informação foi confirmada pela ministra da Saúde espanhola, Mónica García, que acompanha a coordenação da resposta sanitária em parceria com outros países europeus.
O MV Hondius, conhecido por realizar expedições em regiões remotas, tornou-se alvo de preocupação internacional após a confirmação de diversos casos de hantavírus entre passageiros e tripulantes. O surto já resultou em mortes e desencadeou uma complexa operação de desembarque e assistência médica.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha a situação e orienta que todos os passageiros considerados contatos de risco sejam monitorados por várias semanas, devido ao período de incubação da doença.
O que é o hantavírus
O hantavírus é uma infecção rara, mas potencialmente grave, causada por vírus transmitidos principalmente pelo contato com urina, fezes e saliva de roedores infectados. Em algumas variantes específicas, como a cepa Andes, também pode haver transmissão entre pessoas em circunstâncias muito próximas.
Os sintomas iniciais incluem
- Febre alta
- Dor no corpo
- Cansaço intenso
- Dor de cabeça
- Náuseas
Nos casos mais severos, a doença pode evoluir rapidamente para insuficiência respiratória, exigindo internação em unidades de terapia intensiva.
Monitoramento internacional
Autoridades sanitárias dos Estados Unidos, Espanha, Holanda e de outros países seguem monitorando o estado de saúde dos passageiros e tripulantes. O objetivo é identificar rapidamente novos casos e evitar a disseminação do vírus.
Especialistas destacam que, embora o risco para a população em geral seja considerado baixo, o acompanhamento rigoroso dos viajantes é fundamental devido ao potencial de agravamento da doença.
*Da Agência Fonte Exclusiva
