Autoridades de Israel estariam pressionando os Estados Unidos para uma possível retomada das hostilidades conjuntas contra o Irã, incluindo ataques direcionados à infraestrutura energética iraniana.
As informações foram divulgadas na sexta-feira (8) pelo Canal 12 de Israel e aumentam a tensão no cenário geopolítico do Oriente Médio.
Segundo o veículo israelense, representantes de Tel Aviv afirmaram aos americanos que qualquer nova operação militar deveria ter como foco principal a destruição das estruturas de energia da República Islâmica, considerada estratégica para a economia do país.
De acordo com as declarações atribuídas às autoridades israelenses, a avaliação é de que toda a infraestrutura energética iraniana poderia ser severamente comprometida em cerca de 24 horas, caso houvesse uma ação militar coordenada.
“Se não derrubarem o regime, ao menos o deixem paralisado”, afirmou um funcionário israelense citado pela emissora.
Ainda segundo a publicação, Israel considera que provocar um forte impacto econômico no Irã seria uma alternativa necessária diante das dificuldades de promover uma mudança de regime no país.
A destruição das fontes de energia iranianas seria vista, pelas autoridades israelenses, como uma das formas mais eficazes de pressionar Teerã e reduzir sua capacidade estratégica.
O governo israelense também teria comunicado aos Estados Unidos que segue em “estado de alerta máximo” diante da possibilidade de novos confrontos e de uma eventual escalada militar na região.
As declarações acontecem em meio ao aumento das tensões envolvendo Israel, Irã e aliados regionais, cenário que vem sendo acompanhado com preocupação por líderes internacionais devido ao risco de ampliação do conflito no Oriente Médio.
Até o momento, não houve confirmação oficial por parte do governo dos Estados Unidos sobre uma possível retomada de operações conjuntas com Israel contra o Irã.
Analistas internacionais avaliam que qualquer avanço militar envolvendo instalações energéticas iranianas poderia provocar impactos significativos no mercado global de petróleo, além de aumentar a instabilidade diplomática e econômica em diferentes regiões do mundo.
*Da Agência Fonte Exclusiva
