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Home Economia
Entrada de capital externo derruba dólar e sustenta alta da bolsa.

📸Arte/Agência Fonte Exclusiva

Mercado fecha abril em alta com dólar abaixo de R$ 5

Investidores estrangeiros impulsionam bolsa e fortalecem o real.

redacao Por redacao
01/05/2026 - 20:23
em Economia
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O mercado financeiro brasileiro encerrou abril em forte recuperação, impulsionado por fatores externos e pela sinalização mais cautelosa da política monetária no país. O dólar registrou queda expressiva e fechou no menor nível em mais de dois anos, enquanto a bolsa de valores voltou a subir após uma sequência de perdas.

A moeda norte-americana encerrou a sessão cotada a R$ 4,952, com recuo de 0,99% no dia. Trata-se do menor valor desde março de 2024. No acumulado de abril, o dólar caiu 4,38% frente ao real. No ano, a desvalorização já chega a 9,77%, colocando a moeda brasileira entre as que mais se valorizaram no período.

Entrada de capital estrangeiro impulsiona o real

O movimento foi favorecido pelo ambiente internacional mais propenso ao risco, que estimula investidores a buscar retornos em mercados emergentes como o Brasil.

Nesse cenário, houve uma combinação típica de fluxo financeiro: investidores venderam dólares e migraram recursos para ativos brasileiros, especialmente ações.

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O diferencial de juros entre o Brasil e economias desenvolvidas segue sendo um dos principais atrativos. Mesmo com o início do ciclo de cortes, a taxa básica ainda permanece elevada.

Papel do Banco Central do Brasil e do Copom

Na última decisão, o Copom reduziu a taxa Selic para 14,50% ao ano, mas adotou um tom mais cauteloso em relação aos próximos passos.

A sinalização de cortes mais graduais reforçou a percepção de compromisso com o controle da inflação, o que contribuiu para aumentar a confiança dos investidores.

Diferença de juros favorece o Brasil

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, ampliando a diferença em relação ao Brasil.

Esse diferencial continua sendo um fator-chave para a valorização do real, já que torna os ativos brasileiros mais atrativos para investidores internacionais em busca de maior rentabilidade.

O movimento de enfraquecimento do dólar globalmente também impactou outras moedas. O euro fechou o dia cotado a R$ 5,811, com queda de 0,48%, atingindo o menor nível desde junho de 2024.

Ibovespa volta a subir

O mercado de ações acompanhou o cenário positivo.

O Ibovespa, principal índice da B3, fechou aos 187.318 pontos, com alta de 1,39% no dia.

A recuperação veio após seis quedas consecutivas e foi impulsionada tanto pelo fluxo estrangeiro quanto pela reavaliação das expectativas para a política de juros.

Apesar da alta no dia, o índice encerrou abril praticamente estável, refletindo a volatilidade recente do mercado.

Mercado de trabalho reforça cautela

No cenário doméstico, dados econômicos indicaram resiliência da atividade, especialmente no mercado de trabalho.

Esse fator contribui para limitar cortes mais agressivos na taxa de juros, o que ajuda a sustentar o diferencial em relação ao exterior, mas também impõe cautela ao mercado.

O mercado de petróleo continuou sendo um dos principais focos de atenção global.

Os preços registraram forte volatilidade ao longo do dia, influenciados por tensões no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, fechou a US$ 110,40.

Já o WTI, referência nos Estados Unidos, terminou cotado a US$ 105,07, com queda de 1,69%.

As oscilações refletem incertezas sobre o fornecimento global, especialmente diante de tensões envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel, além das restrições no Estreito de Hormuz — uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.

Mesmo com recuos pontuais, os preços seguem elevados, mantendo pressão sobre a inflação global e influenciando decisões de política monetária em diversos países.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Dólar#Ibovespa#Investimento#MercadoFinanceiro
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