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Estudo da Fiocruz liga dengue ao aumento do risco de Síndrome de Guillain-Barré

Pesquisa inédita aponta que infecção pode elevar em até 30 vezes a chance de desenvolver a condição neurológica nas primeiras semanas após os sintomas.

Redação Por Redação
21/04/2026 - 22:25
em Canal VIU
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A dengue pode provocar complicações além dos sintomas clássicos já conhecidos pela população. Um estudo inédito conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou que pessoas infectadas pelo vírus têm risco significativamente maior de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré nas semanas seguintes ao início da doença.

Segundo a pesquisa, nas seis primeiras semanas após a infecção, o risco de desenvolver a síndrome é 17 vezes maior em comparação com pessoas sem dengue. Nas duas primeiras semanas após o surgimento dos sintomas, a probabilidade pode subir ainda mais, chegando a 30 vezes acima do normal.

Apesar do aumento expressivo no risco relativo, os pesquisadores explicam que o número absoluto de casos permanece baixo. A estimativa aponta que, a cada 1 milhão de casos de dengue, cerca de 36 pessoas podem desenvolver a síndrome neurológica.

A Síndrome de Guillain-Barré é uma condição rara em que o sistema imunológico passa a atacar os nervos periféricos. O quadro pode causar fraqueza muscular progressiva, perda de reflexos, dificuldades motoras e, em casos mais graves, comprometer a respiração.

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Especialistas alertam que o reconhecimento precoce dos sintomas pode ser decisivo para a recuperação do paciente. Tratamentos como imunoglobulina intravenosa e plasmaférese costumam apresentar melhores resultados quando iniciados rapidamente.

Pesquisadores destacam que médicos de regiões endêmicas devem considerar a possibilidade da síndrome em pacientes que apresentem fraqueza muscular crescente durante ou após a dengue.

Entre os principais sinais de alerta estão dificuldade para caminhar, perda de força nas pernas, formigamento, fraqueza ascendente e alterações respiratórias.

Como ainda não existe antiviral específico contra a dengue, especialistas reforçam a importância da prevenção, com eliminação de focos de água parada, uso de repelentes, telas de proteção e vacinação quando disponível conforme critérios do sistema público de saúde.

O Brasil enfrenta recorrentes epidemias da doença, o que torna a descoberta relevante para protocolos clínicos e monitoramento de complicações neurológicas.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #AedesAegypti#Alerta#Brasil#Dengue#Epidemia#Fiocruz#guillainbarre#Medicina#Mosquito#Neurologia#Prevenção#Saude
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