Abril marca a campanha Abril Azul, voltada para a conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a promoção de inclusão e compreensão social.
Nesta quinta-feira, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, instituído pela ONU, que reforça a importância de enxergar o autismo como uma variação natural do desenvolvimento neurológico.
O tema deste ano, “Autismo e Humanidade: Toda Vida Tem Valor”, propõe que sociedades e instituições avancem na percepção do autismo como uma diferença neurobiológica, e não como doença. Para o neuropediatra Marino Miloca, isso significa oferecer suporte adequado e oportunidades de desenvolvimento, sem falar em “cura”:
“Chamamos de condição, um transtorno do neurodesenvolvimento. Isso muda principalmente a forma como a pessoa se comunica, interage e percebe o mundo. Precisamos desenvolver o potencial dela e garantir melhor qualidade de vida”, afirma Miloca.
Segundo especialistas, o aumento de diagnósticos não indica epidemia, mas maior capacidade de reconhecimento e critérios mais claros. No entanto, desafios persistem, especialmente no diagnóstico de meninas, que muitas vezes apresentam sinais sutis e praticam o que Miloca chama de “camuflagem social”.
Nem todos recebem diagnóstico na infância. Fátima de Kwant, escritora e palestrante da ONU, descobriu em 2025 que possui autismo com superdotação, destacando a diversidade do espectro:
“O espectro é tão extenso que confunde as pessoas. Explicar isso é fundamental para maior compreensão e inclusão.”
No Brasil, a campanha também é marcada pelo Dia Nacional de Conscientização sobre o Autismo, com o slogan “Autonomia se Constrói com Apoio”.
Monumentos, fachadas e espaços públicos são iluminados em azul para chamar atenção à causa, combater preconceitos e incentivar políticas públicas inclusivas.
*Da Agência Fonte Exclusiva
