A declaração do Imposto de Renda, instituída em 1922, passou por uma transformação tecnológica ao longo de mais de um século.
Em 1991, as primeiras declarações digitais foram aceitas em disquetes, e em 1995 a entrega passou a ser feita pela internet.
Em 2013, a Receita Federal lançou um aplicativo e, em 2022, a declaração pôde ser realizada via Gov.br, consolidando o processo digital.
Para 2026, os contribuintes têm três opções: usar o programa gerador no computador, o aplicativo “Meu Imposto de Renda” para celular ou declarar diretamente pelo site da Receita Federal.
Hugo Dias Amaro, professor de Ciências Contábeis da PUC do Paraná, recomenda o uso da declaração pré-preenchida, que importa automaticamente dados de fontes pagadoras, instituições financeiras e prestadores de serviços, reduzindo erros que podem levar à malha fina.
É essencial baixar programas e aplicativos apenas de fontes oficiais. Leyberson Pedrosa, apresentador do podcast Ajudante Digital da EBC, alerta que o programa gerador deve ser obtido exclusivamente no site oficial da Receita Federal (gov.br/receitafederal) e que os usuários verifiquem se o navegador mostra o cadeado de conexão segura.
Computadores públicos ou desatualizados não devem ser usados para o procedimento.
No caso do aplicativo, é importante conferir se o desenvolvedor listado na loja digital é “Serviços e Informações do Brasil”, garantindo que não se trata de uma versão falsa que pode ser propagada por anúncios pagos.
Seguindo essas orientações, os contribuintes podem declarar o Imposto de Renda com segurança, evitando golpes digitais e garantindo que o processo seja correto.
*Da Agência Fonte Exclusiva
