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Home Política
Decisão judicial amplia crise institucional no Rio de Janeiro

📸 Reprodução

Crise no RJ se agrava após decisão contra decreto de Castro

Suspensão de “superpoderes” ocorre no mesmo dia de anulação na Alerj.

Redação Por Redação
27/03/2026 - 09:15
em Política
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A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu, em decisão liminar nesta quinta-feira (26), o decreto editado pelo ex-governador Cláudio Castro que ampliava os poderes da Casa Civil estadual.

A medida foi assinada pela desembargadora Cristina Tereza Gaulia, do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), após ação apresentada pelo deputado estadual Flávio Serafini.

O decreto havia sido publicado nos últimos dias do mandato de Castro e transferia ao secretário da Casa Civil, Marco Antônio Rodrigues Simões, uma série de atribuições estratégicas. Entre elas, estavam a possibilidade de nomear e exonerar servidores, além de autorizar despesas públicas — funções tradicionalmente concentradas no chefe do Executivo.

Na avaliação da magistrada, a norma pode ter extrapolado limites constitucionais ao delegar competências consideradas indelegáveis. A decisão destaca que a condução política, administrativa e orçamentária do estado é responsabilidade direta do governador.

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“Superpoderes” na Casa Civil

O decreto também ampliava o controle da Casa Civil sobre áreas estratégicas do governo, incluindo orçamento, execução financeira e gestão de recursos humanos, o que levou críticos a classificarem a medida como a criação de um “superministério” dentro da estrutura estadual.

A ação que resultou na suspensão foi movida por parlamentares da oposição, que alegaram risco de concentração excessiva de poder e violação à Constituição.

A decisão ocorre em meio a um cenário de instabilidade no estado. Cláudio Castro deixou o cargo em março de 2026 após pressões políticas e decisões judiciais relacionadas ao processo eleitoral de 2022.

Com a renúncia e a vacância também do cargo de vice-governador, o estado passou a enfrentar uma crise sucessória, com necessidade de eleição indireta para definição do novo chefe do Executivo.

Impactos da decisão

Com a suspensão do decreto, ficam interrompidos os efeitos da norma, e as atribuições retornam ao modelo tradicional, centralizadas no governador.

A decisão ainda é provisória e pode ser alvo de recurso, o que mantém o caso em aberto no Judiciário.

No mesmo dia, outro episódio reforçou o clima de instabilidade: a Justiça também anulou a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), ampliando a tensão política no estado.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Alerj#criserj#Justica#PolíticaRJ#RioDeJaneiro#TJRJ
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