Um estudo internacional recente apontou que a participação de mulheres em publicações científicas cresceu 29%, indicando que, em 2022, quase metade dos trabalhos publicados no país contou com pelo menos uma autora.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que mudanças no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) foram implementadas para apoiar cientistas que se tornam mães.
Os ajustes incluem prazos e critérios de produtividade adaptados para que a maternidade não prejudique a carreira. “Mudamos a regra do CNPq, porque as cientistas que viram mães acabam tendo impacto dessa condição e o tempo de produtividade daqueles resultados, então alteramos considerando a escolha que essas mulheres fazem”, explicou Santos.
Apesar do crescimento geral, a presença feminina tende a diminuir em níveis mais avançados da carreira científica. Áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM) registram aumento, porém em ritmo mais lento nos últimos anos.
Para reverter essa tendência, programas de incentivo específicos estão sendo implementados, incluindo ações em microeletrônica e políticas de apoio a startups voltadas ao empreendedorismo feminino. “Assim fortalecemos a participação das mulheres e damos visibilidade, porque às vezes a visibilidade é que inspira as meninas a percorrerem essas carreiras”, afirmou a ministra.
Especialistas ressaltam que políticas públicas focadas na formação, permanência e valorização das mulheres na ciência são essenciais para reduzir desigualdades, aumentar a diversidade e motivar mais jovens a seguir carreiras científicas.
*Da Agência Fonte Exclusiva
