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O mercado de tecnologias climáticas no Brasil cresce com investimentos em inovação e soluções sustentáveis, movimentando bilhões e criando empregos, apesar do fluxo financeiro global desigual.

Imagem: Reprodução/ Ralf Vetterle/Pixabay

Tecnologias climáticas ganham força no Brasil como estratégia para enfrentar mudanças climáticas

Setor de climatechs une inovação e sustentabilidade, atrai investimentos e cria empregos, mas ainda enfrenta desafios no acesso a financiamento internacional.

Redação Por Redação
15/03/2026 - 17:23
em Brasil
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Em um contexto de eventos climáticos extremos, como fortes temporais, longas estiagens e secas severas, as tecnologias climáticas surgem como alternativas essenciais para mitigar os efeitos das mudanças do clima e fortalecer a resiliência da sociedade.

Também chamadas de tecnologias verdes, essas soluções combinam inovação e sustentabilidade para reduzir emissões, otimizar recursos naturais e reforçar a infraestrutura, explica Yago Freire, consultor de projetos do instituto de pesquisa Laclima.

O setor, que integra tecnologia e economia verde — apontados pelo Fórum Econômico Mundial como áreas de maior crescimento até 2030 — deve movimentar até US$ 10,1 trilhões globalmente nos próximos anos.

Especialistas destacam que cerca de US$ 800 bilhões desse valor virão de economia de custos obtida por meio de investimentos em eficiência hídrica, energética e na circularidade de matérias-primas.

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Freire ressalta que o avanço do setor será apoiado por instrumentos internacionais de cooperação, como o Programa de Implementação de Tecnologia (TIP, na sigla em inglês), criado a partir de acordos da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém (PA) em 2025. O programa facilita o acesso de países em desenvolvimento a tecnologias climáticas, fortalecendo sistemas de inovação nacionais e promovendo ambientes regulatórios favoráveis à adoção de soluções sustentáveis.

Apesar do potencial, os investimentos globais ainda são desiguais. Dados da plataforma Net Zero Insights apontam que, em 2024, a América Latina recebeu apenas US$ 743,3 milhões — menos de 1% dos US$ 92 bilhões aplicados mundialmente.

No Brasil, o setor movimentou R$ 2 bilhões internamente, gerando mais de 5 mil empregos diretos e indiretos em startups de climatech que desenvolvem soluções escaláveis para mitigação e adaptação climática.

Ana Himmelstein, diretora executiva do Fórum Brasileiro de Cimatechs, destaca o potencial do país: “É a tempestade perfeita: biodiversidade vasta, centros de pesquisa de ponta e um mercado empreendedor maduro”.

No entanto, o relatório Destravando o Potencial do Brasil para a Tecnologia Climática (2025) aponta que ainda existem desafios importantes, como maior coordenação, intencionalidade e financiamento, especialmente do capital privado internacional.

O crescimento do Produto Interno Bruto brasileiro, impulsionado pelo agronegócio, mostra que há investimento interno em tecnologias climáticas, mesmo que pouco visível no mercado externo.

Muitos recursos são aplicados em soluções inovadoras de adaptação climática desenvolvidas pelas startups do setor.

Além disso, o Fórum atua com o Ministério de Pequenos e Médias Empresas (MEP) e o BNDES na criação de modelos de financiamento que conectem investidores às soluções de climatech e otimizem o fluxo financeiro.

Para organizar o mercado, as startups brasileiras foram estruturadas em oito eixos: energia e biocombustíveis, indústria, agricultura e sistemas alimentares, florestas e solos, água e saneamento, gestão de resíduos, finanças climáticas e logística e mobilidade. O mapeamento permite monitorar regulações e acompanhar o ritmo da inovação.

Zé Gustavo Favaro, dirigente do Fórum, ressalta a urgência da transformação: “Vamos passar por uma mudança profunda na nossa civilização. Cientistas deixam isso claro.

Essa evolução vai alterar comportamentos e mercados, e é nisso que temos trabalhado intensamente”.

Especialistas destacam que apenas esforços coordenados entre governos, setor privado e ecossistema de inovação permitirão que o Brasil aproveite plenamente o potencial das tecnologias climáticas, tanto no mercado interno quanto no cenário global.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #AdaptaçãoClimática#Brasil#Climatech#COP30#EconomiaVerde#Inovação#InovaçãoVerde#Investimentos#MudançasClimaticas#Startups#Sustentabilidade#TecnologiasClimáticas
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