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Hospital do Rio participará de programa com canetas contra obesidade.

Imagem: ilustração/canvas

SUS no Rio participará de programa com canetas para tratamento da obesidade

Pacientes com obesidade e doenças associadas terão prioridade no atendimento

Redação Por Redação
04/03/2026 - 19:37
em Cidades
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Canetas para tratamento da obesidade, à base de semaglutida — princípio ativo presente em medicamentos como Ozempic e Wegovy — passarão a integrar um programa piloto em hospitais públicos brasileiros a partir do primeiro semestre de 2026. A iniciativa é resultado de um acordo entre a farmacêutica Novo Nordisk e três unidades de referência do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os centros selecionados está o Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia Luiz Capriglione (IEDE), no Rio de Janeiro. Também participarão o Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre, e um terceiro hospital que ainda será definido.

O projeto tem como objetivo incorporar o tratamento medicamentoso à abordagem multidisciplinar já adotada nesses hospitais para pacientes com obesidade. O uso das chamadas “canetas emagrecedoras” será complementar a outras estratégias terapêuticas, como orientação nutricional, acompanhamento clínico e incentivo à prática de atividade física.

Segundo a empresa responsável pelo medicamento, não haverá abertura de vagas para novos pacientes neste primeiro momento. A proposta é oferecer o tratamento apenas para pessoas que já estão sendo acompanhadas pelas equipes desses centros especializados.

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Cada hospital terá autonomia para definir os critérios de elegibilidade dos participantes. A tendência, segundo os organizadores do programa, é priorizar pacientes com obesidade associada a outras condições de saúde, especialmente diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

O projeto terá duração inicial de dois anos, podendo ser estendido por mais um. Durante esse período, a farmacêutica fornecerá apoio técnico para implementação dos protocolos clínicos, capacitação das equipes e monitoramento dos resultados obtidos.

A iniciativa também pretende gerar evidências científicas sobre o impacto do tratamento medicamentoso da obesidade no sistema público de saúde. Serão analisados indicadores de saúde dos pacientes, efeitos sociais e possíveis impactos econômicos relacionados ao tratamento.

Hoje, medicamentos para obesidade ainda não fazem parte da lista oficial de tratamentos oferecidos pelo SUS em nível nacional. Propostas anteriores para incorporação de substâncias como liraglutida e semaglutida foram avaliadas pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), mas não foram aprovadas.

O cenário, porém, pode mudar nos próximos anos. A patente da semaglutida expirou recentemente no Brasil, o que abre espaço para a produção de versões genéricas. Pelo menos 20 farmacêuticas brasileiras já solicitaram autorização à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fabricar medicamentos com esse princípio ativo.

Especialistas apontam que a queda da patente tende a reduzir o preço dos produtos em cerca de 30%, o que poderia facilitar discussões futuras sobre a inclusão dessas terapias no SUS.

O programa brasileiro faz parte de uma iniciativa global da Novo Nordisk voltada à ampliação do acesso a tratamentos inovadores para obesidade em sistemas públicos de saúde. O Brasil é o segundo país a receber o projeto-piloto, depois da Dinamarca, onde fica a sede da empresa.

De acordo com dados do sistema de vigilância Vigitel, cerca de 25% da população brasileira vive com obesidade. O objetivo da iniciativa é avaliar se a combinação entre tratamento farmacológico, acompanhamento clínico e mudanças no estilo de vida pode melhorar os resultados de saúde e reduzir custos de longo prazo para o sistema público.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #Diabetes#Endocrinologia#Medicina#Obesidade#Ozempic#PolíticasDeSaúde#RioDeJaneiro#SaúdeBrasil#SaúdePública#Semaglutida#SistemaÚnicoDeSaúde#SUS#TratamentoDaObesidade#Wegovy
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