O ex-piloto da Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, preso pela morte do adolescente Rodrigo Helbingen Fleury Castanheira, de 16, foi transferido para o Pavilhão de Segurança Máxima do Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal. A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles.
A movimentação ocorreu entre os dias 12 e 13 de fevereiro, conforme registro da Gerência de Vigilância do Centro de Detenção Provisória. Turra está em prisão preventiva desde janeiro, após decisão judicial que considerou a gravidade do caso e a necessidade de garantir a ordem pública e o andamento das investigações.
A ala de segurança máxima é destinada a detentos que exigem maior controle de custódia ou medidas específicas de proteção. Em decisão emitida em 2 de fevereiro, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios determinou que o investigado permaneça em cela individual até nova avaliação.
Ao analisar o pedido da defesa, o desembargador responsável destacou que o réu não possui direito à chamada prisão especial, mas deve ter preservada a integridade física durante o cumprimento da medida cautelar.
O Ministério Público denunciou o jovem por homicídio doloso qualificado por motivo fútil. A acusação foi aceita pelo Judiciário no início de fevereiro, e o processo tramita na 1ª Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Águas Claras. Caberá ao juiz do caso decidir se o acusado será submetido a julgamento pelo júri popular.
De acordo com as investigações, a confusão que resultou na morte do adolescente começou após uma provocação considerada banal, envolvendo o arremesso de um chiclete. A situação evoluiu para agressões físicas, e a vítima sofreu traumatismo craniano grave, vindo a morrer dias depois.
Turra chegou a ser preso em um primeiro momento, mas foi liberado mediante pagamento de fiança superior a R$ 24 mil. Posteriormente, a Justiça decretou nova prisão preventiva diante da repercussão do caso e dos elementos reunidos no inquérito.
Se condenado, o ex-piloto pode cumprir pena de até 30 anos de prisão. O Ministério Público também solicitou a fixação de indenização mínima de R$ 400 mil por danos morais à família do adolescente.
Além desse episódio, a Polícia Civil do Distrito Federal apura outros relatos envolvendo o investigado, incluindo denúncia de uma jovem que afirma ter sido empurrada de uma lancha no Lago Paranoá em 2023. O caso segue sob investigação.
*Da Agência Fonte Exclusiva
