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Claudia Sheinbaum afirma que disse a Donald Trump que o México não precisa de intervenção militar dos EUA para combater cartéis, defendendo cooperação sem violar a soberania nacional.

Imagem | Agência Brasil

Sheinbaum diz a Trump que intervenção militar dos EUA contra cartéis no México é desnecessária

Presidente mexicana afirma que cooperação em segurança continuará, mas reforça soberania e rejeita presença militar estrangeira

Redação Por Redação
19/01/2026 - 19:12
em Internacional
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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta segunda-feira que disse ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que uma eventual intervenção militar norte-americana contra cartéis de drogas em território mexicano é “desnecessária”. Segundo ela, os dois governos concordaram em manter a cooperação em segurança respeitando a soberania do país.

De acordo com Sheinbaum, a conversa telefônica com Trump durou cerca de 15 minutos e foi “muito boa”. Durante o diálogo, os dois líderes reforçaram o compromisso de continuar trabalhando juntos no combate ao crime organizado, sem a necessidade de ações militares dos EUA dentro do México.

A ligação ocorreu após declarações recentes de Trump, que voltou a afirmar que os cartéis controlam o México e disse estar disposto a enfrentá-los “no terreno”. O tom ganhou ainda mais repercussão depois da ação dos Estados Unidos que resultou na retirada do presidente venezuelano Nicolás Maduro, o que aumentou a atenção sobre comentários de Trump envolvendo outros países, como México, Cuba e Groenlândia.

Sheinbaum relatou que Trump perguntou sua opinião sobre a atuação dos EUA na Venezuela. “Eu disse muito claramente que nossa Constituição é clara ao rejeitar intervenções. Não concordamos com esse tipo de ação”, afirmou a presidente mexicana. Segundo ela, Trump voltou a insistir que os EUA poderiam ajudar militarmente caso o México solicitasse, mas a resposta foi novamente negativa.

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“Dissemos a ele que, até agora, o trabalho está indo bem, que não é necessário esse tipo de intervenção e que, além disso, é preciso respeitar a soberania e a integridade territorial do México. Ele entendeu”, disse Sheinbaum.

As declarações contrastam com uma entrevista concedida por Trump à Fox News na semana passada, na qual o presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos eliminaram 97% das drogas que entram por via marítima e que pretendem intensificar ações contra os cartéis, alegando que eles “estão comandando o México”.

Apesar do discurso, Sheinbaum destacou que houve consenso sobre a continuidade da cooperação bilateral. No domingo, o chanceler mexicano Juan Ramón de la Fuente também conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Segundo o Departamento de Estado, Rubio pediu “resultados tangíveis” e maior colaboração para desmantelar organizações criminosas.

A presidente mexicana afirmou que seu governo apresentou dados que indicam avanços, como a redução dos homicídios no país, a queda nas apreensões de fentanil nos Estados Unidos e a diminuição das mortes por overdose relacionadas à droga.

Especialistas avaliam que uma intervenção militar dos EUA no México é improvável, já que o país vem atendendo a demandas de Washington e é um parceiro econômico estratégico. Ainda assim, analistas acreditam que Trump continuará usando uma retórica mais dura como forma de pressionar o governo mexicano a intensificar o combate ao narcotráfico.

Sheinbaum também afirmou que, durante a conversa, não foram discutidas questões relacionadas a Cuba, apesar de ameaças recentes de Trump ao país. O México é um aliado histórico da nação caribenha e tem fornecido petróleo, especialmente diante das restrições impostas pelos Estados Unidos às exportações da Venezuela para a ilha.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #AmericaDoNorte#CartelDeDrogas#ClaudiaSheinbaum#Diplomacia#DonaldTrump#EstadosUnidos#México#PolíticaInternacional#relaçõesinternacionais#SegurançaPública
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