O II Festival Internacional Goitacá de Cinema já começa a movimentar o norte e o noroeste fluminense. Desde esta segunda-feira (12), estão abertas as inscrições para a nova edição do evento, que acontece entre os dias 6 e 11 de agosto, nas cidades de Campos dos Goytacazes e São João da Barra.
Com uma proposta voltada à valorização do audiovisual produzido fora dos grandes centros urbanos, o festival aposta na conexão entre cinema, território e debate social.
A organização é da Quiprocó Filmes, com realização por meio da Lei Rouanet, apoio do Ministério da Cultura, patrocínio da Ferroport e aprovação pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro. A Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf) atua como parceira cultural e educacional.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 20 de fevereiro, por meio das redes oficiais do festival ou pelo site da produtora. As obras selecionadas concorrerão ao Troféu Cabrunco e integrarão cinco mostras competitivas: Brasileira, Internacional, Zezé Motta, Olhares do Interior e Cabrunquinho, voltada ao público infantil.
A edição de 2026 traz uma novidade: a Mostra Informativa Futuro do Clima, dedicada a produções audiovisuais que abordam questões ambientais, sustentabilidade e os impactos das mudanças climáticas, ampliando o diálogo do festival com temas urgentes da atualidade.
De acordo com o diretor-geral do evento, Fernando Sousa, o Goitacá se propõe a ir além da exibição de filmes. A programação inclui o II Seminário de Cinema e Audiovisual do Norte/Noroeste Fluminense, atividades formativas, o Cine Market Goitacá e ações voltadas à ativação turística da região. A proposta é criar um ambiente de troca entre realizadores, gestores culturais, estudantes e o público.
Na edição inaugural, o festival recebeu 793 filmes inscritos de diferentes países. Ao todo, 61 produções foram selecionadas e exibidas em 26 sessões gratuitas, que reuniram mais de 1.500 espectadores, contribuindo para a democratização do acesso ao cinema e para o fortalecimento da economia criativa regional.
Um dos momentos marcantes da primeira edição foi a homenagem à atriz e cantora Zezé Motta, natural de Campos dos Goytacazes. Sua trajetória artística e política inspirou a criação de uma mostra competitiva permanente com seu nome, dedicada à promoção da diversidade, da representatividade étnico-racial e de gênero no audiovisual brasileiro.
O festival também celebra os 10 anos de atuação da Quiprocó Filmes em 2026. Com sede no Rio de Janeiro e filial em Campos, a produtora desenvolve projetos que valorizam histórias, afetos e múltiplas identidades culturais, utilizando o audiovisual como instrumento de reconhecimento e transformação social.
Ao reunir exibição, formação, mercado e políticas culturais, o Festival Internacional Goitacá de Cinema se consolida como uma das principais iniciativas do audiovisual no interior do estado do Rio de Janeiro, ampliando oportunidades para novos realizadores e fortalecendo a identidade cultural fluminense.
*Da Agência Fonte Exclusiva
