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Home Economia
AB Serviços afirma que contratos de R$ 19,7 milhões com o Master foram regulares e sem recursos públicos.

Imagem: Reprodução/ Agência Brasil

Banco Master nega origem de créditos que motivaram Operação Compliance Zero, mas deixa perguntas sem resposta

Instituição atribui responsabilidade à Tirreno Consultoria, mas ignora pontos levantados pela PF, MPF e Banco Central sobre a estruturação de carteiras fictícias e transações bilionárias com o BRB.

Redação Por Redação
22/11/2025 - 21:22
em Economia
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O Banco Master divulgou neste sábado (22) uma nota negando responsabilidade pela captação dos empréstimos que, posteriormente, foram repassados ao Banco de Brasília (BRB) e deram origem à Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. Segundo a instituição comandada por Daniel Vorcaro — preso na última segunda-feira (17) — a origem dos créditos e toda a documentação apresentada eram de responsabilidade da Tirreno Consultoria de Crédito, empresa que, afirma o banco, foi a responsável por estruturar e executar as operações questionadas.

Apesar da manifestação, o comunicado deixou sem resposta diversos pontos apontados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, com base em denúncias enviadas pelo Banco Central. Entre eles está o fato de que a Tirreno foi fundada por André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ex-funcionário do próprio Master, e que a empresa mudou de nome e elevou seu capital social de R$ 100 para R$ 30 milhões apenas dois dias antes de firmar contrato com o banco.

As investigações indicam que a parceria teria sido criada para inflar artificialmente o patrimônio do grupo Master. Segundo a decisão da 10ª Vara Criminal do Distrito Federal, o esquema consistia na geração de carteiras de crédito inexistentes, posteriormente revendidas ao BRB como forma de cobrir um rombo estimado em R$ 12 bilhões. Uma análise do Banco Central sobre 30 CPFs envolvidos mostrou que nenhum dos empréstimos apresentava correspondência com movimentações financeiras reais.

Na nota divulgada, o Master sustentou também que o BRB não teria recebido créditos originados por terceiros, mas apenas carteiras e ativos próprios do conglomerado — que, segundo a instituição, não são alvo da investigação. O BRB afirmou já ter liquidado ou substituído cerca de R$ 10 bilhões dos R$ 12,2 bilhões envolvidos no caso.

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Mesmo assim, o comunicado não explica por que cláusulas contratuais essenciais não foram cumpridas. Autoridades apontam que o contrato previa a devolução integral dos recursos ao BRB, e não por meio de substituição de carteiras. O juiz responsável ressaltou ainda que o Master descumpriu a cláusula que determinava a devolução imediata de R$ 6,7 bilhões da conta vinculada da Tirreno aos cofres do BRB, optando por um retorno fragmentado em parcelas mensais — prática considerada incompatível com os termos firmados.

Na decisão, o magistrado também criticou a conduta do BRB, afirmando que o banco só passou a exigir documentação adicional após questionamentos do Banco Central. Considerou a postura “atípica e desarrazoada” para uma operação bilionária e destacou que o banco público deveria ter solicitado auditoria independente e realizado visitas presenciais ao Banco Master antes de concluir as transações.

A Operação Compliance Zero segue em andamento, investigando suspeitas de fraude bilionária, irregularidades contratuais e possível participação de executivos na criação artificial de carteiras de crédito para mascarar prejuízos financeiros.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Tags: #BancoCentral#BancoMaster#Economia#FraudeFinanceira#Investigação#MPF#OperaçãoComplianceZero#PoliciaFederalBRB
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