Rio das Ostras celebra nesta quinta-feira (20) o Dia Nacional da Consciência Negra com uma programação especial na Concha Acústica da Praça São Pedro. As atividades integram o calendário “Novembro de Raízes”, que se estende até o dia 30 e reúne oficinas, rodas de conversa e uma exposição dedicada a destacar a ancestralidade, a arte e a resistência do povo negro.
A programação do dia 20 começa ao meio-dia, com a Feijoada e Acarajé Literário na Concha Acústica. Às 14h, o público poderá participar da Oficina de Maracatu. Em seguida, às 15h, acontece uma Roda de Capoeira comandada pelo Mestre Mola. O encerramento será às 17h, com a Festa da Consciência, organizada pelas Setoriais do Conselho Municipal de Cultura (CMC).
Durante todo o mês, o “Novembro de Raízes” tem levado atividades educativas e culturais a diferentes espaços da cidade. Na terça-feira (18), o Cepro recebeu uma Oficina de Atabaques pela manhã; já à tarde, o Colégio Resolve sediou a roda de conversa “Sagrado, Arte e Ancestralidade”.
A programação segue na quarta-feira (19) com uma apresentação de Capoeira voltada à valorização da cultura afro-brasileira, às 14h, no Colégio Resolve; e, às 19h, com a roda “Mulheres de Luta e Resistência” na sede da Fundação Rio das Ostras de Cultura (Froc). Na sexta-feira (21), às 14h, o Parque dos Pássaros recebe a roda “Cultura Negra e Cidadania”.
Todas as atividades são gratuitas e abertas ao público, em uma iniciativa do Conselho Municipal de Cultura, por meio das setoriais de Cultura de Matrizes Africanas, Cultura Caiçara e Patrimônio, e dos Povos Tradicionais de Matrizes Africanas, em parceria com a Froc.
Exposição celebra ancestralidade negra
Paralelamente à programação itinerante, o Parque dos Pássaros abriga a exposição “Novembro de Raízes”, aberta à visitação até o dia 30. A mostra reúne obras de artistas locais que abordam espiritualidade, identidade e memória afro-brasileira em diferentes linguagens.
Entre elas, a ceramista Fernanda Helena apresenta a obra “Ancestralidade”, dedicada à mulher negra como guardiã da História. Rodrigo Teixeira expõe a série “Sagrado”, inspirada nos orixás e produzida com madeira Akoko. Cris Scofano leva ao público quadros de mulheres negras marcados por cores vibrantes e pela obra “Quilombo”, que reflete sobre a resistência do povo negro.
Já Neide Faria exibe “Acalanto”, referência à boneca Abayomi, e o “Presépio Negro”, no qual todas as figuras da cena são pessoas negras. A produtora cultural Cláudia Falcão completa a mostra com peças de moda sustentável feitas a partir do reaproveitamento de jeans.
*Da Agência Fonte Exclusiva
