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Cigarro eletrônico avança entre adolescentes e acende alerta de saúde pública

Pesquisa nacional mostra acesso fácil, riscos maiores que o cigarro tradicional e retrocesso nas políticas antitabaco.

Redação Por Redação
18/06/2025 - 21:24
em Canal VIU
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Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) acendeu o alerta para o uso crescente de cigarros eletrônicos entre adolescentes no Brasil. O levantamento nacional aponta que 1 em cada 9 adolescentes admite usar o dispositivo, número que já representa cinco vezes mais que os jovens que fumam cigarros tradicionais.

O estudo integra os dados do Terceiro Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad 3), realizado entre 2022 e 2024, com cerca de 16 mil participantes com 14 anos ou mais, em todas as regiões do país. É a primeira vez que os cigarros eletrônicos são incluídos na pesquisa, que tem coordenação da professora e psiquiatra Clarice Madruga.

Apesar da proibição da venda do produto no Brasil, o acesso é facilitado, sobretudo pela internet. “É muito fácil comprar pela internet, inclusive para menores de idade. Isso aumenta muito o consumo e dificulta o controle”, alerta a pesquisadora.

Riscos aumentam com uso de cigarros eletrônicos

Clarice Madruga também enfatiza os riscos graves à saúde provocados pela inalação dos compostos presentes nos cigarros eletrônicos. “A concentração de nicotina e outras substâncias tóxicas é, muitas vezes, muito maior do que nos cigarros tradicionais”, aponta.

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Ela critica ainda o retrocesso após anos de avanço com políticas públicas de combate ao tabagismo. “Tivemos uma trajetória de muito sucesso a partir dos anos 90, com campanhas, restrições e aumento de impostos que reduziram muito o número de fumantes. Mas agora, com os cigarros eletrônicos, vivemos um novo desafio, com um consumo que cresce silenciosamente entre os jovens”, lamenta.

Acesso ao tratamento

Os adolescentes e adultos que participaram da pesquisa e manifestaram uso de cigarro eletrônico receberam encaminhamento para tratamento gratuito no Hospital São Paulo e no Centro de Atenção Integral em Saúde Mental da Unifesp.

A equipe responsável pelo estudo espera que os dados ajudem a impulsionar novas políticas de prevenção, além de reforçar a necessidade de regulação mais rígida e fiscalização efetiva da venda dos dispositivos eletrônicos no Brasil.

*Da Agência Fonte Exclusiva com informações da Agência Brasil.

Tags: #Adolescentes#CigarroEletrônico#ClariceMadruga#JuventudeEmRisco#Lenad3#Nicotina#ProibiçãoCigarroEletrônico#SaúdePública#Tabagismo#Unifesp
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