O prefeito de Campos dos Goytacazes (RJ), Wladimir Garotinho (Progressistas), ofereceu a secretaria de governo ao ex-presidente da Câmara de Vereadores, Marcão Gomes (MDB), que foi um dos homens fortes do governo Rafael Diniz (Cidadania).
Marcão recusou, porque tem uma matrícula como servidor do Instituto Federal Fluminense (IFF) e não poderia acumular com o cargo na administração municipal.
Wladimir foi atrás de uma segunda opção: o vereador Silvinho Martins (MDB), que também recusou. Ao que parece, ele prefere exercer o mandato.
Se o parlamentar topasse, Marcão, na condição de primeiro suplente, assumiria como vereador e não haveria problema de acumular o mandato com a função no IFF.
Agora Wladimir tem uma lista tríplice para escolher um: Ângelo Rafael, que esteve no comando da pasta, Luiz Azeredo, que disputou mandato de vereador e Caio Vianna, que se rendeu à família Garotinho na última eleição, e recentemente cortejou o prefeito do Rio, Eduardo Paes, tentando um caminho de volta ao PSD.
Caso a opção seja por Caio Vianna, a orientação é manter uma vigilância ostensiva, porque o cabra tem fama de volúvel e na república do chuvisco prevalece o dito: “cesteiro que faz um cesto, faz um cento”.
No espaço de um ano, Caio Vianna pulou feito macaco prego no Morro do Itaoca: militou nas fileiras do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT), onde ganhou a secretaria de Ciência e Tecnologia; pulou para Eduardo Paes e trocou pelo deputado Rodrigo Bacellar (União), voltou para Eduardo Paes, e este ano trocou por Wladimir.
Se o quesito é infidelidade, a disputa entre Caio e Wladimir é tão dura quanto foi o segundo turno da eleição de 2020, quando eles se enfrentaram como adversários no segundo turno.
