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O presidente institucional da Claro, Fabio Andrade, , durante audiência no Conselho de Comunicação Social, do qual faz parte (Pedro França - Agência Senado)

O presidente institucional da Claro, Fabio Andrade, , durante audiência no Conselho de Comunicação Social, do qual faz parte (Pedro França - Agência Senado)

“A internet vai parar”, diz vice-presidente institucional da Claro

Fábio Andrade é um dos líderes do movimento contrário à construção de uma usina na Praia do Futuro que ameaça a internet no Brasil

Redação Por Redação
22/11/2023 - 14:27
em Brasil
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A construção de uma usina de dessalinização na Praia do Futuro, em Fortaleza, no Ceará, continua gerando polêmicas. Empresas que atuam no setor de internet alegam que a obra pode derrubar a conexão no Brasil. Um dos líderes do movimento contrário ao projeto, Fábio Andrade, vice-presidente institucional da Claro, é categórico: “A internet do país vai parar”.

Impactos para a conexão de internet

Em entrevista à Folha de São Paulo, Fábio Andrade lembrou que a própria Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) já se manifestou e determinou que os dutos da usina fiquem a, no mínimo, 500 metros dos cabos submarinos. Antes, o projeto estabelecia apenas cinco metros.

Com a vibração da água, Andrade afirma que pode haver rompimento dos cabos, derrubando a internet.

Mas segundo ele, o problema vai além. Mesmo que a instalação ocorra a no mínimo 500 metros, a conexão pode ser afetada no futuro. Isso porque o vice-presidente institucional da Claro destaca que o número de cabos deve dobrar em três anos, com o aumento da demanda por internet no país. Nesse sentido, a instalação deveria ser feito em uma distância de, no mínimo, mil metros.

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Quase toda a conexão internacional do país com EUA, Europa e África chega na Praia do Futuro, em Fortaleza (CE). Um reparo leva, no mínimo, 50 dias. Isso afetaria a segurança pública, saúde, hospital, a população.

Fábio Andrade, vice-presidente institucional da Claro

Andrade ainda explica que um novo projeto executivo é aguardado e que os próximos capítulos dessa história serão conhecidos em algumas semanas.

Ele afirma que, caso a construção da usina ocorra no local indicado originalmente, a solução será instalar novos os cabos de internet em outra praia da região. O problema é que isso gerara um enorme custo, além da necessidade de garantir a conexão em terra entre esses dois terminais de cabos.

Relembre a polêmica

  • Na praia do Futuro, existem 17 cabos submarinos de internet;
  • Segundo empresas do setor, a construção da usina no mesmo local pode trazer riscos à conexão no Brasil, pois os cabos trazem 99% dos dados, conforme o Ministério das Comunicações;
  • Os responsáveis pela PPP, por sua vez, garantem não haver risco, alegando que os dutos ficarão a mais de 500 metros dos cabos de internet, com zero chances de acertá-los.

Obra de usina no CE não vai afetar internet, diz presidente de empresa responsável

A informação da construção de uma usina de dessalinização de água do mar por parte do Governo do Ceará na Praia do Futuro, em Fortaleza/CE, preocupou empresas de internet.

Isso porque a região detém quase 100% do tráfego de internet nacional, sendo o segundo maior hub de sistemas ópticos do mundo. Contudo, a obra deve beneficiar milhares de pessoas no que tange o abastecimento de água.

Em resposta à TelComp, entidade que representa empresas de data centers e telecomunicações, durante conversa com Carlos Madeiro, colunista do UOL, o diretor-presidente da Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas de Fortaleza (responsável pela obra), Renan Carvalho, diz que o projeto não tem como afetar os cabos de internet instalados na praia do Futuro.

O diretor-presidente afirma que as empresas de tecnologia de internet estão preocupadas, na verdade, em ter espécie de reserva de mercado da região para os cabos submarinos.

Tags: #Internet#Queda da internet no Brasil#Usina no Nordeste
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