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Garimpeiros ilegais da terra Yanomami estão assinando a Starlink

Redação Por Redação
21/02/2023 - 08:03
em Brasil
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A internet fornecida pela Starlink, empresa de Elon Musk, vem sendo comercializada em grupos online de garimpeiros ilegais que atuam na terra do povo indígena Yanomami, em Roraima, segundo a revista Carta Capital.

Mesmo em áreas remotas, como é o caso dessa região, o sinal da Starlink é excelente, pois é via satélite.

No WhatsApp, a antena da Starlink é vendida por até R$ 9,5 mil, em torno de quatro vezes o preço praticado no site da empresa. A mensalidade também está acima do normal e sai por R$ 2,5 mil, chegando a dez vezes mais do que o plano básico da empresa.

Não existe no Brasil fiscalização do uso da internet com atividades ilegais na Amazônia. Contudo, a revenda dos serviços da Starlink vai contra as regras da empresa, mas não indica punição a infratores.

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Os mesmos usuários do WhatsApp que oferecem a Starlink também vendem ouro e cassiterita extraídos ilegalmente. O portal Brasil de Fato contatou o representante legal da Starlink, Vitor Urner, para saber se a empresa coibirá a venda de suas antenas aos garimpeiros ilegais.

Ele respondeu não ter autorização para se posicionar publicamente e não há telefones de assessores disponíveis. Contudo, a Carta Capital alega que localizou anúncios da Viasat.

Os garimpeiros ilegais vêm vendendo antenas da Starlink desde novembro de 2022, com o produto tendo chegado há duas semanas. Em 31 de janeiro, uma antena foi instalada em uma das áreas mais afetadas pelo garimpo, um polo de saúde na região do Surucucu.

A expansão da velocidade da internet ajudou no aumento da produtividade da atividade, sem contar que as redes sociais possuem serviços, como transporte em áreas de garimpo ilegal e a venda de mercúrio.

Com informações de Carta Capital

Tags: #Garimpeiros#Starlink#Yanomami
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